Contribuição de Sérgio Vieira de Mello ao trabalho humanitário mundial é lembrada em evento no Rio

Exibição do documentário “Sergio” homenageia carreira do Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos morto em um atentado no Iraque em 2003.

Contribuição de Sérgio Vieira de Mello ao trabalho humanitário mundial é lembrada em evento no RioExibição do documentário “Sergio” homenageia carreira do Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos morto em um atentado no Iraque em 2003.

No Dia Mundial do Trabalhador Humanitário (19/08) o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) e o Consulado da França no Rio de Janeiro organizaram um evento no Teatro Maison de France, no Rio de Janeiro, para homenagear a carreira de Sérgio Vieira de Mello, morto em um atentado no Iraque, em 2003, quando era Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos. Cerca de 200 pessoas estiveram presentes na cerimônia, que reuniu autoridades governamentais, organizações não-governamentais, professores, estudantes e público em geral.

Antes da exibição do documentário “Sergio”, dirigido por Greg Barker e adaptado da biografia escrita por Samantha Power, representantes de agências da ONU e de outras organizações prestaram homenagens a Sérgio, e destacaram os principais desafios para o trabalho humanitário atualmente.

O Diretor Executivo dos Médicos Sem Fronteiras no Brasil, Tyler Fainstat, afirmou que nos últimos anos a violência envolvendo trabalhadores humanitários quase triplicou. Para ele, existe hoje um grave problema em muitos países em conflito onde a ajuda humanitária é muitas vezes relacionada à intervenção estrangeira.

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Tal visão foi compartilhada pelo Representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) no Brasil, Andrés Ramirez. Ele reiterou que há, muitas vezes, uma relação entre política e o trabalho humanitário, destacando que a natureza do trabalho humanitário em nada tem a ver com a origem dos conflitos políticos. Ramirez destacou na carreira de Sérgio sua convicção de que o trabalho humanitário é um encontro de culturas e, portanto, é preciso saber ouvir e entender os outros.

O Coronel Pedro Aurélio Pessôa, Comandante do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil “Sérgio Vieira de Mello”, afirmou que as ações do Centro são pautadas nos exemplos de Sérgio, principalmente em sua capacidade de implementar ideias. O Comandante comentou que Sérgio amadureceu a percepção de que as Forças Armadas não são usadas “necessariamente para o mal” e lembrou que os militares brasileiros têm tradição pacífica. Ele comentou, por fim, que a história de vida de Sérgio é ainda pouco conhecida pelos brasileiros.

A cerimônia também contou com a fala do Cônsul Geral da França, Jean-Claude Moyret, que enfatizou a importância do Dia e do trabalho da ONU para alcançar a paz entre as nações. Ele aproveitou a ocasião para lembrar a ligação de Sérgio com a França – ele estudou no colégio Franco Brasileiro e também na faculdade Sorbonne, em Paris.