Consumo per capita de peixes cresce no Brasil, diz FAO

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

No entanto média ainda está abaixo da recomendação da Organização Mundial de Saúde. Encontro no Chile reuniu ministros da pesca e aquicultura de 10 países.

Consumo per capita médio de peixe na América Latina e Caribe é de 9kg/ano. Foto: MPA/FAO/Uesley Marcelino

Consumo per capita médio de peixe na América Latina e Caribe é de 9kg/ano. Foto: MPA/FAO/Uesley Marcelino

Em coletiva de imprensa na sexta-feira (30) em Santiago, Chile, o representante local da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Alejandro Flores, destacou o aumento do consumo de peixe no Brasil e Colômbia.

No território brasileiro, o consumo per capita aumentou de 4 kg/ano para 9 kg/ano nos últimos 8 anos, através de políticas e campanhas para incentivar o consumo. Já na Colômbia o aumento foi de 4 kg/ano para 6,1 kg ano nos últimos seis anos.

Flores afirmou que há espaço significativo para o aumento do comércio inter-regional de peixes na América Latina e Caribe, porque atualmente 40% do peixe consumido nesta região vêm de outras regiões.

De acordo com Flores, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo per capita de 12 kg de peixe por ano por habitante. A média global de consumo per capita é de 18 kg/ano, porém a média para a América Latina e Caribe é de 9kg/ano.

A coletiva foi realizada um dia após o fim da primeira Reunião do Conselho de Ministros da Rede de Aquicultura das Américas (RAA), realizada em Santiago. No dia 29 de agosto, o evento reuniu ministros da pesca e aquicultura de 10 países e analisou medidas para incrementar o consumo e a comercialização de pescado na América Latina e Caribe, como uma forma de fortalecer a segurança alimentar. Nos dias 27 e 28 reuniu outros representantes dos países da RAA.

Atualmente, a RAA tem 13 países membros da América Latina e Caribe, e pretende chegar a 20 até o final de 2014. Com o apoio do Governo do Brasil, por meio do Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO, a rede conta com um fundo para sua consolidação através de um projeto no qual a FAO presta assistência.


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