Conselho de Segurança pede o fim da violência após eleições no Haiti

O Conselho de Segurança da ONU pediu às partes no Haiti que cessem os atos de violência, que vêm ocorrendo após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais e legislativas, ocorridas no dia 28 de novembro.

O Conselho de Segurança da ONU pediu as partes no Haiti que cessem os atos de violência, que vêm ocorrendo após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais e legislativas, ocorridas no dia 28 de novembro.

Por meio de um comunicado divulgado na sexta-feira (10/12), seguindo as instruções do Subsecretário-Geral do Departamento de Operações de Paz da ONU (DPKO), Alain Le Roy, os 15 Estados-Membros mostraram preocupação com as alegações de fraude e reafirmaram o compromisso de apoiar eleições livres e justas, fazendo um apelo para que as forças políticas atuem no processo eleitoral de forma a “assegurar que a vontade da população seja refletida no resultado das eleições”.

O comunicado foi lido pela Embaixadora dos Estados Unidos, Susan Rice, que preside o Conselho de Segurança. “Os membros pedem as autoridades haitianas que assegurem um ambiente calmo e pacífico e faz um apelo à Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) para que continue oferecendo apoio.” A MINUSTAH atua no país desde 2004 e atualmente conta com uma equipe formada por 12 mil militares e policiais, entre eles cerca de 2.200 brasileiros.

Reportagens divulgadas pela mídia revelaram que centenas de protestantes foram às ruas da capital Porto Príncipe após o anúncio de que a ex-primeira dama, Mirlande Manigat, e o candidato do partido do atual governo, Jude Celestin, irão disputar o segundo turno das eleições, em janeiro. Os manifestantes incendiaram a sede da coalização do governo, em reação às acusações de manipulação dos resultados. Os apoiadores do músico Michel Martelly, cuja diferença para o terceiro resultado foi de apenas 1%, ficando fora do segundo turno, também protestaram, armando barricadas de pedras, madeira e pneus em chamas. O conselho eleitoral do Haiti anunciou que haverá uma recontagem dos votos.

A crise eleitoral fecha um ano de desastres para o país mais pobre do Hemisfério Ocidental, que foi devastado por um terremoto em janeiro e sofre com a epidemia do cólera que eclodiu em outubro.

Desde as eleições do dia 28 de novembro, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, vem pedindo calma e alertanto que o agravamento da segurança prejudica os esforços para atender às milhares de pessoas que precisam urgentemente de ajuda humanitária para sobreviver.