Conselho de Segurança da ONU volta a exigir liberação de membros de força de paz detidos nas Colinas de Golã

Patrulha da UNDOF nas Colinas do Golã. Foto: ONU/Wolfgang Grebien

Patrulha da UNDOF nas Colinas do Golã. Foto: ONU/Wolfgang Grebien

O Conselho de Segurança da ONU voltou a pedir nesta quarta-feira (03) a libertação imediata e incondicional de 45 membros da força de paz das Nações Unidas, detidos na semana passada por um grupo armado nas Colinas de Golã.

A representante permanente dos Estados Unidos na ONU, Samantha Power, que detém a presidência rotativa do Conselho neste mês, leu uma mensagem acordada por todos os membros à imprensa, na qual a detenção dos 45 soldados fijianos  “por uma organização designada como terrorista pelo Conselho de Segurança”, foi condenada veementemente.

Power disse ainda que os membros do Conselho saudaram  a notícia de que todos os integrantes filipinos da Força da ONU de Observação do Desengajamento (UNDOF) se encontravam agora em segurança. Em um incidente paralelo a detenção dos integrantes fijianos, as tropas filipinas foram cercadas por grupos armados em duas localidades diferentes das Colinas de Golã.

“Reiteramos o apelo à libertação imediata e incondicional dos membros da força de paz. Não há nunca qualquer justificativa para os ataques contra ou a detenção de integrantes das missões de paz da ONU”, disse ela.

Na sequência da declaração, Power disse que o Conselho insistiu que o mandato de imparcialidade, proteção e segurança da UNDOF seja respeitado. Para tal efeito, os membros do Conselho exigiram que “todos os outros grupos que não pertençam a UNDOF devem abandonar as posições ocupadas pela força de paz e o ponto de passagem de Quneitra, e devolver os veículos, armas e outros equipamentos da UNDOF”.

A declaração do Conselho veio logo após uma reunião a portas fechadas com o subsecretário-geral da ONU para Operações de Paz, Hervé Ladsous, relativa ao bem-estar dos integrantes da missão. Em uma entrevista à imprensa, Ladsous observou que durante muitos anos a situação nas Colinas de Golã era “relativamente calma”, mas que recentemente se tornou “bastante perigosa e imprevisível”. Dentro deste novo contexto, a ONU não poupa esforços para garantir o retorno seguro dos soldados detidos, e, ao mesmo tempo, trabalha para melhorar o equipamento militar e as instalações médicas no Golã, acrescentou.