Conselho de Segurança da ONU renova promessa de lutar contra adesão de combatentes estrangeiros

Estima-se que um número superior a 25 mil combatentes de mais de 100 Estados-membros tenham viajado para unir-se a grupos extremistas na Síria, Iraque, Afeganistão, Iêmen e Líbia.

Conselho de Segurança discute a ameça à paz e segurança causada pelo recrutamento de combatentes estrangeiros. Foto: ONU/Loey Felipe

Conselho de Segurança discute a ameça à paz e segurança causada pelo recrutamento de combatentes estrangeiros. Foto: ONU/Loey Felipe

O aumento no número de combatentes estrangeiros em conflitos globais é uma grave causa de preocupação e requer que a comunidade internacional impulsione os esforços para combater esse flagelo, declarou o secretário-geral da ONU ao Conselho de Segurança nesta sexta-feira (29).

Ban advertiu que desde meados de 2014 o fluxo de combatentes terroristas estrangeiros às filas do Estado Islâmico do Iraque e Levante (ISIL), também conhecido como Da’esh, e outros grupos extremistas, aumentou em 70%.

De acordo com o monitoramento da ONU, estima-se que um número superior a 25 mil combatentes de mais de 100 Estados-membros tenham viajado para unir-se à luta na Síria, Iraque, Afeganistão, Iêmen e Líbia. Um acréscimo notável, comparado às informações de novembro, quando a ONU calculava 15 mil combatentes.

Ban observou que os eventos recentes, principalmente no Iraque e Síria, parecem mostrar avances do Estado Islâmico. E sublinhou que “nenhum país pode enfrentar este desafio sozinho”, pedindo uma ação concertada da comunidade internacional para frear esta ameaça.

O chefe da ONU reiterou que a resposta ao terrorismo, no entanto, deve acontecer em conformidade com o direito internacional e o esforço global deve estar direcionado a responder às condições que levam aos jovens a serem ludibriados pelo extremismo.

O Conselho de Segurança se reuniu pela última vez para debater a questão do terrorismo em novembro, quando foi adotada uma declaração pedindo aos Estados-membros para cooperar nos esforços de resposta à ameaça imposta pelo crescente número de combatentes estrangeiros.

Nesta sexta-feira (29), em outra declaração presidencial, o Conselho reafirmou sua visão do terrorismo como “uma das maiores ameaças para a paz e segurança internacionais”. O documento também cita a preocupação com o intenso uso das redes sociais e tecnologias da comunicação nos esforços de recrutamento dos grupos terroristas, que aparenta estar dirigido às mulheres e jovens.