Conselho de Segurança da ONU pede que RD Congo aprove medidas conjuntas para ‘neutralizar’ rebeldes

Órgão pediu que autoridades nacionais aprovem “rapidamente” o início das operações conjuntas entre os militares congoleses e da força de paz da ONU para “neutralizar” grupo de rebeldes com longa história de crimes hediondos.

Patrulha da força de paz da ONU em Kisangani, na província de Orientale, na República Democrática do Congo. Foto: MONUSCO/Abel Kavanagh

Patrulha da força de paz da ONU em Kisangani, na província de Orientale, na República Democrática do Congo. Foto: MONUSCO/Abel Kavanagh

O Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou nesta quinta-feira (8) as autoridades da República Democrática do Congo (RDC) a “aprovar rapidamente” o início das operações conjuntas entre os militares congoleses e da força de paz da ONU para “neutralizar” um grupo de rebeldes com uma longa história de crimes hediondos em regiões do leste do vasto país.

Com o prazo para a rendição incondicional das Forças Democráticas para a Libertação de Ruanda (FDLR) tendo vencido no dia 2 de janeiro, e sem combatentes se rendendo voluntariamente desde junho, o Conselho pediu, por meio de uma declaração presidencial, que o presidente Joseph Kabila aprove e implemente rapidamente o plano conjunto.

A força militar congolesa (FARDC) e a Missão de Estabilização das Nações Unidas na RDC (MONUSCO) estão se preparando para uma ação conjunta desde o fim do prazo fixado pela comunidade internacional, incluindo líderes de todos os países da região, para a rendição voluntária.

A declaração do Conselho veio pouco depois da conversa telefônica do último dia 7 de janeiro entre o presidente Kabila e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em que este pediu uma ação decisiva contra o grupo armado e elogiou a garantia de Kabila de que a RDC estava pronta para agir, com a assistência da MONUSCO à disposição das autoridades locais.

Reiterando o apoio à MONUSCO, o Conselho exortou todas as partes, incluindo os países que contribuem com tropas, “a manter o compromisso com a implementação completa e objetiva do mandato da missão, incluindo as operações militares para neutralizar a FDLR”.

Além disso, o Conselho de 15 membros destacou que acabar com a ameaça da FDLR,” inclusive por meio de uma ação militar robusta”, é um “componente crítico e necessário de proteção civil, manifestando a sua intenção de ter em conta os progressos realizados para acabar com a ameaça da FDLR e avaliar os próximos passos na região dos Grandes Lagos”.