Conselho de Segurança da ONU pede que eleição na Guiné-Bissau seja realizada o mais rápido possível

Prazo para transição política no país expira em 31 de dezembro. Para representante especial das Nações Unidas no país, José Ramos-Horta, atraso pode desestabilizar situação política.

Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/JC McIlwaine

O Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu que as autoridades da Guiné-Bissau resolvam todas as questões pendentes e permitam o início do processo eleitoral no menor tempo possível.

Em comunicado emitido na noite desta quarta-feira (11), os 15 membros do Conselho afirmaram que “é essencial que as eleições presidenciais e legislativas sejam realizadas o mais rápido possível”, considerando o fim do período de transição estabelecido em 31 de dezembro de 2013.

Em abril de 2012, um grupo de soldados tomou o poder no país, que tem uma histórico de golpes, instabilidade política e desgoverno desde que ganhou a independência de Portugal em 1974. Desde maio do ano passado, Manuel Serifo Nhamajo é o presidente de transição.

No início deste mês, o chefe do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), José Ramos-Horta, relatou ao Conselho que um potencial atraso nas urnas poderia “desestabilizar a situação política, minando os esforços que temos feito até agora”.