Conselho de Segurança da ONU estende missões nas Colinas de Golã e República Democrática do Congo

Órgão da ONU estendeu na quarta-feira (27/06) as missões de paz com o objetivo de priorizar a proteção dos civis no país africano e apoiar esforços de segurança regional no Oriente Médio.

O Conselho de Segurança da ONU estendeu na quarta-feira (27/06) as missões de paz na República Democrática do Congo (RDC) e nas Colinas de Golã, entre Israel e Síria.

A Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) vai continuar seu trabalho até 30 de junho de 2013, com seu mandato priorizando a proteção dos civis. As províncias orientais de Kivu do Norte e do Sul têm testemunhado uma intensificação dos combates entre tropas governamentais e os combatentes que se amotinaram em abril e agora estão agindo como um grupo armado sob o nome de M23, liderado por Bosco Ntaganda. O conflito já deslocou mais de 100 mil pessoas, muitos fugindo para as nações vizinhas Ruanda e Uganda.

Em comunicado, o Conselho de Segurança pediu que todos os grupos armados “cessem imediatamente todas as formas de violência e abusos de direitos humanos contra a população civil na República Democrática do Congo, em particular contra mulheres e crianças, incluindo a violação e outras formas de abuso sexual e recrutamento de crianças”.

No caso das Colinas de Golã, o Conselho de Segurança estendeu o mandato da Força das Nações Unidas que monitora o cessar-fogo entre Israel e Síria até 31 de dezembro de 2012.

A Missão, conhecida como UNDOF, foi criada pelo Conselho em 1974 para supervisionar o acordo de retirada entre as forças sírias e israelenses após a guerra de 1973. Na resolução aprovada por unanimidade, o Conselho instou todas as partes a cooperarem plenamente com as operações da UNDOF para garantir a segurança, além de permitir o acesso irrestrito e imediato dos funcionários da ONU na região.

Em seu mais recente relatório sobre as atividades da UNDOF, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, observou que, à luz da instabilidade regional no Oriente Médio, é provável que a situação se mantenha tensa no futuro, acrescentando que a atual crise na Síria complica ainda mais os esforços para a paz entre os dois países. “Sob as circunstâncias que se mantém, considero que a presença contínua da UNDOF na área seja essencial”, afirmou Ban.