Conselho de Segurança da ONU discute ações para conter crise no Mediterrâneo

“A situação no Mediterrâneo representa uma crise de segurança para as centenas de milhares de refugiados e migrantes que estão em perigo”, afirmou o representante especial da ONU para a Migração Internacional.

Resgate de migrantes náufragos provenientes da Nigéria, Paquistão, Síria, Sudão, Etiópia e Malásia na costa da Itália. Foto: ACNUR/D'Amato

Resgate de migrantes náufragos provenientes da Nigéria, Paquistão, Síria, Sudão, Etiópia e Malásia na costa da Itália. Foto: ACNUR/D’Amato

A crise de migrantes no Mediterrâneo pede uma ação coletiva focada na necessidade imediata para salvar vidas ou então representará “um fracasso moral de primeira ordem” comprometendo a lei e segurança internacionais, advertiu o representante especial da ONU para a Migração Internacional, Peter Sutherland, nesta segunda-feira (11).

Em uma reunião especial do Conselho de Segurança das Nações Unidas, com o objetivo de discutir a cooperação entre a ONU e as organizações regionais na crise do Mediterrâneo, o representante especial fez um balanço da situação dos refugiados e da crise migratória na região, onde somente nos primeiros 150 dias de 2015, cerca de 1.800 pessoas se afogaram tentando chegar à Europa, para fugir de seus países, devastados por conflitos.

Sutherland apresentou aos membros do Conselho as prioridades para a resposta coletiva, que têm como foco urgente salvar vidas e a aplicação da lei contra os contrabandistas, sem deixar de lado a reinstalação dos refugiados, uma maior solidariedade com os países vizinhos dos conflitos e a intensificação dos esforços para acabar com os problemas que fazem civis abandonarem seus países.

“A situação no Mediterrâneo representa uma crise de segurança para as centenas de milhares de refugiados e migrantes que estão em perigo: dos que arriscam suas vidas para cruzar os mares, dos que estão presos e são abusados nos países de trânsito, dos que fogem de conflitos, desastres naturais e outras ameaças que colocam em risco suas vidas e meios de subsistência”, disse Sutherland aos membros do Conselho.