Conselho de Segurança da ONU apoia esforços da Rússia e Turquia por fim da violência na Síria

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Em resolução no último dia de 2016, Conselho de Segurança afirma ter “tomado nota” dos documentos divulgados pela Rússia e pela Turquia sobre acordos anunciados entre os dois países. Entre eles está o de um cessar-fogo nacional na Síria e um plano de convocar negociações políticas entre o governo e os grupos de oposição.

O Conselho de Segurança adota por unanimidade a resolução 2336 (2016) para apoiar os esforços da Rússia e da Turquia para acabar com a violência na Síria. Foto: ONU/Manuel Elias

O Conselho de Segurança adota por unanimidade a resolução 2336 (2016) para apoiar os esforços da Rússia e da Turquia para acabar com a violência na Síria. Foto: ONU/Manuel Elias

O Conselho de Segurança da ONU aprovou na semana passada (31), por unanimidade, uma resolução sobre um acordo de cessar-fogo na Síria. O documento celebra e apoia os esforços da Rússia e da Turquia para acabar com a violência no país e iniciar um processo político que leve ao fim do conflito na região.

A adoção ocorreu em uma sessão extraordinária do Conselho, na sede da ONU em Nova York.

Na resolução 2336, o Conselho de Segurança afirma ter “tomado nota” dos documentos divulgados pela Rússia e pela Turquia sobre acordos anunciados entre os dois países. Entre eles está o de um cessar-fogo nacional e um plano de convocar negociações políticas entre o governo sírio e os grupos de oposição.

De acordo com o texto, a retomada das conversações ocorrerá em Astana, capital do Cazaquistão, em janeiro.

Os membros do Conselho sublinharam ainda a importância da aplicação plena das resoluções pertinentes do órgão, especialmente a 2254 (2015) e 2268 (2016), que apoiam um processo político inclusivo e liderado pela Síria com base no Comunicado de Genebra de 30 de junho de 2012.

O secretário-geral da ONU saudou a aprovação do documento e pediu a todas as partes que atendam ao novo chamado da resolução para um acesso humanitário rápido, seguro e sem impedimentos em toda a Síria.

“Como o povo da Síria continua sofrendo imensamente, é imperativo que essa vontade política se traduza em um acesso humanitário maior, sustentado e imparcial para os milhões de pessoas que sofreram muito tempo e estão atualmente sob um frio implacável e sem abrigo adequado, proteção e suprimentos básicos”, acrescentou o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Stephen O’Brien.


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