Conselho de Segurança cria missão da ONU para monitorar cessar-fogo no Iêmen

Em votação unânime, o Conselho de Segurança aprovou nesta quarta-feira (16) a criação de uma missão da ONU no Iêmen, responsável por apoiar um acordo de cessar-fogo na cidade portuária de Hodeida. A decisão do organismo também amplia para 75 o número de observadores internacionais que acompanham a trégua. Atualmente, em torno de 20 profissionais no terreno inspecionam a suspensão das hostilidades.

Porto de Hodeida no Iêmen, uma das principais portas de entrada de mercadorias e assistência humanitária para o país. Foto: OCHA/Giles Clarke

Porto de Hodeida no Iêmen, uma das principais portas de entrada de mercadorias e assistência humanitária para o país. Foto: OCHA/Giles Clarke

Em votação unânime, o Conselho de Segurança aprovou nesta quarta-feira (16) a criação de uma missão da ONU no Iêmen, responsável por apoiar um acordo de cessar-fogo na cidade portuária de Hodeida. A decisão do organismo também amplia para 75 o número de observadores internacionais que acompanham a trégua. Atualmente, em torno de 20 profissionais no terreno inspecionam a suspensão das hostilidades.

Em dezembro último, consultas apoiadas pela ONU na Suécia buscaram uma solução entre as partes do conflito, a fim de acabar com quase quatro anos de guerra civil. Representes do governo iemenita e a liderança do movimento Houthi assinaram em Estocolmo um acordo que determina o fim dos confrontos em Hodeida e a redistribuição de tropas na cidade. O pacto também determina a criação de um mecanismo de troca de prisioneiros e prevê a busca de um consenso sobre a cidade de Taiz, disputada por anos pelos grupos rivais.

Criada pela nova deliberação do Conselho de Segurança, a Missão da ONU para apoiar o Acordo de Hodeida (UNMHA) dará suporte à implementação desses compromissos.

Segundo a imprensa, tanto os rebeldes Houthis, quanto o governo apoiado pela ONU acusaram uns aos outros de terem cometido violações múltiplas do cessar-fogo. Os termos do acordo foram vistos como falhos porque não tinham precisão. O aumento do número de monitores no terreno permitirá avaliações mais exatas da situação. Os observadores vão atuar dentro e no entorno do porto que dá para o Mar Vermelho, porta de entrada da maior parte das mercadorias e assistência humanitária no país.

O general Patrick Cammaert, que preside o comitê de coordenação da redistribuição de tropas, será o chefe da missão de apoio da ONU e responderá ao secretário-geral das Nações Unidas por meio de seu enviado especial para o Iêmen, Martin Griffiths.

O comitê de redistribuição dos militares inclui representantes do governo e Houthis, com o objetivo de supervisar o cumprimento do acordo de Estocolmo.

Apoiada pelo Reino Unido, a resolução do Conselho de Segurança pede que o secretário-geral da ONU informe mensalmente o organismo sobre a implementação da medida. O dirigente máximo da Organização também deverá apresentar uma revisão das atividades da UNMHA num período de cinco meses.


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