Conselho de Segurança condena recente naufrágio de navio da Coreia do Sul

Conselho de Segurança condenou na sexta-feira (9) o naufrágio recente de um navio da Coreia do Sul, afirmando a necessidade de evitar novos ataques tanto contra a nação do Leste Asiático quanto na região. Na ocasião, 46 pessoas morreram.

O Conselho de Segurança condenou na sexta-feira (9) o naufrágio recente de um navio da República da Coreia (Coreia do Sul), afirmando a necessidade de evitar novos ataques tanto contra a nação do Leste Asiático quanto na região. Quarenta e seis pessoas a bordo do navio Cheonan morreram, após ele ter sido afundado no final de março. Seul divulgou um relatório internacional em maio, concluindo que o navio fora atingido por um torpedo lançado por seu vizinho, a República Popular Democrática da Coreia (RPDC, ou Coreia do Norte).

“O Conselho de Segurança condena o atentado que levou ao afundamento do Cheonan”, afirmou o organismo de 15 membros em uma declaração lida pela Embaixadora U. Joy Ogwu da Nigéria, que detém a presidência rotativa do Conselho neste mês. O comunicado acrescenta que tal incidente “põe em perigo a paz e a segurança na região e para além dela”.

O Conselho manifestou a sua profunda preocupação com as conclusões do relatório internacional, mas observou que a Coreia do Norte afirmou não ter qualquer participação no incidente. Saudando a reação da Republica da Coreia, o Conselho enfatizou a importância da manutenção da paz na península coreana, assim como em todo o norte da Ásia.

O Conselho encorajou “a resolução de questões pendentes na península coreana por meios pacíficos, de modo a retomar o diálogo e a negociação direta através dos canais apropriados, o mais cedo possível, com o objetivo de prevenir conflitos”. Tanto o Conselho de Segurança quanto o Secretário-Geral Ban Ki-moon convidaram a RPDC a cumprir os seus compromissos no âmbito das recentemente suspensa negociação das Seis Partes, que buscou resolver a crise sobre o programa nuclear do país.

A negociação reúne Coreia do Norte, Coreia do Sul, Japão, China, Rússia e Estados Unidos e está paralisadas há mais de um ano.