Conselho de Segurança autoriza missão da ONU na Colômbia a monitorar cessar-fogo

Com o apoio do órgão da ONU, a missão vai executar todas as funções previamente acordadas em janeiro, com exceção das que tenham relação com o abandono de armas. Esse processo vai ser adiado até a conclusão do diálogo político e da adoção de um acordo de paz.

Missão da ONU monitora a destruição de munições e explosivos em Llanos del Yarí, Colômbia. Foto: Missão da ONU na Colômbia

Missão da ONU monitora a destruição de munições e explosivos em Llanos del Yarí, Colômbia. Foto: Missão da ONU na Colômbia

O Conselho de Segurança das Nações Unidas enviou nessa semana uma carta ao secretário-geral, Ban Ki-moon, autorizando a Missão da ONU na Colômbia a verificar o cessar-fogo e a cessação das hostilidades no país.

A permissão foi concedida após o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC-EP) realizarem oficialmente o pedido.

A solicitação teve de ser refeita à ONU após os eleitores colombianos rejeitarem os termos do acordo de paz, inviabilizando a realização do mandato original da Missão, que previa a aprovação do plebiscito.

“Apreciamos o apoio realizado pelos membros do Conselho de Segurança em relação à decisão de manter o cessar-fogo bilateral e definitivo. Isso é também um impulso para o processo de paz no país e para o consenso sobre um acordo final a ser alcançado o mais rápido possível”, disse o representante especial do secretário-geral da ONU para a Colômbia, Jean Arnault.

Com o apoio do Conselho de Segurança, a Missão vai executar todas as funções previamente acordadas em janeiro, com exceção das que tenham relação com o abandono de armas. Esse processo vai ser adiado até a conclusão com sucesso do diálogo político e da adoção de um acordo de paz final.

Outras funções da Missão incluem a organização dos aspectos operacionais do Mecanismo de Verificação e Monitoramento e a realização de visitas a acampamentos das FARC-EP, a fim de garantir o cumprimento do acordo.

O grupo também vai manter contato com populações locais para assegurar que seus direitos sejam respeitados.