Conselho de Direitos Humanos planeja novas investigações sobre crimes cometidos pelo governo sírio

Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, disse que mais de 2.200 pessoas foram mortas desde que os protestos em massa tiveram início em março.

Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas se reuniu nesta segunda-feira (22/08), em caráter extraordinário, para discutir o envio emergencial de uma nova comissão à Síria para investigar crimes contra a humanidade.

Durante o encontro, a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, resumiu o Relatório da Missão de Investigação na Síria, apresentado ao Conselho de Segurança semana passada. Assassinatos, desaparecimento de pessoas, confinamento, tortura – inclusive de crianças – e um modus operandi descrito como “atirar para matar”, este é o panorama atualizado sobre o país.

Como o acesso dos pesquisadores ao território foi negado pelo governo, o relatório foi feito com base em testemunhas e vítimas. “Ex-detentos citaram casos de morte sob custódia, incluindo a de crianças, como resultado da tortura”.

“Permita-me concluir enfatizando a importância de responsabilizar quem comete crimes contra a humanidade”. De acordo com Pillay, mais de 2.200 pessoas foram mortas desde que os protestos em massa tiveram início em meados de março. Só no mês de agosto, época sagrada para os muçulmanos, mais de 350 pessoas foram mortas.