Conjunto Moderno da Pampulha recebe certificado de Patrimônio Mundial da UNESCO

No dia em que se comemora o Dia Nacional do Patrimônio Histórico, o mais recente bem brasileiro inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, o Conjunto Moderno da Pampulha, recebe o documento oficial de inscrição na lista.

No dia em que se comemora o Dia Nacional do Patrimônio Histórico, o mais recente bem brasileiro inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, o Conjunto Moderno da Pampulha, recebe o documento oficial de inscrição na lista.

Igreja de São Francisco de Assis da Pampulha, em Belo Horizonte, faz parte do complexo arquitetônico de Niemeyer. Foto: Fickr/Thomás

Igreja de São Francisco de Assis da Pampulha, em Belo Horizonte, faz parte do complexo arquitetônico de Niemeyer. Foto: Fickr/Thomás

O documento será entregue pela coordenadora de Cultura da UNESCO no Brasil, Patrícia Reis, ao ministro da Cultura, Marcelo Calero, à presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, e ao prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, em uma cerimônia nesta quarta-feira (17), no Museu de Arte da Pampulha.

A entrada da Pampulha para a Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO foi decidida na última reunião do Comitê do Patrimônio Mundial, que aconteceu na Turquia no mês passado. O conjunto recebeu o título por representar, para as gerações presentes e futuras da humanidade, um marco da história da arquitetura mundial e da história brasileira e das Américas.

O conjunto integra arte, edifícios e paisagem e é composto por pelo espelho d’água do lago urbano artificial e pela orla trabalhada com paisagismo e quatro edifícios que abrigam a Igreja de São Francisco de Assis, o Cassino (atual Museu da Pampulha), a Casa do Baile (atual Centro de Referência em Urbanismo, Arquitetura e Design de Belo Horizonte) e o Iate Clube.

O projeto foi desenvolvido pelo arquiteto Oscar Niemeyer e o paisagista Roberto Burle Marx. Outros grandes artistas também deram a sua contribuição para o conjunto, dentre eles, o pintor Cândido Portinari, e os escultores Alfredo Ceschiatti e José Alves Pedrosa.