Brasil na ONU

O Brasil participa dos processos de tomada de decisão e do trabalho das Nações Unidas principalmente por meio de quatro representações permanentes — nas cidades de Nova York (Estados Unidos), Genebra (Suíça), Roma (Itália) e Paris (França).

A função das representações é acompanhar de perto a agenda da ONU, ter informações mais específicas sobre os trabalhos e ampliar a participação do País no Sistema. As despesas destas representações são inteiramente custeadas pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

O Brasil nas Forças de Paz da ONU

Desde 1948, o Brasil participou de mais de 30 operações de manutenção de paz da ONU, tendo cedido um total de mais de 24 mil homens. Integrou operações na África (entre outras, no Congo, Angola, Moçambique, Libéria, Uganda, Sudão), na América Latina e Caribe (El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Haiti), na Ásia (Camboja, Timor-Leste) e na Europa (Chipre, Croácia).

Além de ter enviado militares e policiais a diversas missões ao longo da história da ONU, o Brasil empregou unidades militares formadas em cinco operações: Suez (UNEF I), Angola (UNAVEM III), Moçambique (ONUMOZ), Timor-Leste (UNTAET/UNMISET) e Haiti (MINUSTAH).

Atualmente o Brasil é o maior contribuinte de tropas para a Missão da ONU para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH). De 2004 a fevereiro de 2010, o País manteve um contingente de 1.200 militares, com rotação semestral.

Após o terremoto, que atingiu o país em janeiro de 2010, passou a manter contingente maior, formado por cerca de 2.200 soldados e oficiais. Desde o início da participação brasileira até hoje, mais de 13 mil militares brasileiros serviram no Haiti. Desde 2004, o comando militar de todas as tropas que compõem a MINUSTAH, provenientes de 19 países, é exercido por generais brasileiros. Em agosto de 2016, havia 1.303 brasileiros na MINUSTAH.

Fragata brasileira atua no Líbano, em missão das Nações Unidas, para ajudar a impedir a entrada de armamentos no país pelo mar. Foto: Ministério da Defesa do Brasil

Fragata brasileira atua no Líbano, em missão das Nações Unidas, para ajudar a impedir a entrada de armamentos no país pelo mar. Foto: Ministério da Defesa do Brasil

Além disso, desde 2011, a Marinha brasileira comanda a Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM-UNIFIL). O Brasil lidera as operações que contam com a participação de aproximadamente mil oficiais, entre eles nacionais e não nacionais oriundos de Bangladesh, Alemanha, Grécia, Indonésia e Turquia.

Cerca de 250 militares brasileiros da Marinha integram a Força-Tarefa Marítima, a primeira do tipo a participar de uma operação de paz das Nações Unidas. Implantada desde 2006, a Força-Tarefa presta apoio à Marinha libanesa no monitoramento de suas águas territoriais, garantindo a segurança da costa e impedindo a entrada não autorizada de armamento ou material semelhante por mar.

Representações permanentes do Brasil na ONU

  • Em
    Nova York
  • Em
    Genebra
  • Em
    Roma
  • Em
    Paris

Em Nova York

UN Photo/Rick Bajornas

Na sede das ONU, em Nova York, o Brasil mantém a Missão Permanente junto às Nações Unidas. O quadro de serviço exterior — diplomatas, oficiais de chancelaria e assistentes de chancelaria brasileiros — é composto por cerca de 30 pessoas, sem contar os funcionários de outras nacionalidades.

A missão é responsável pela participação do Brasil em todos os eventos da ONU que interessem ao país, nas reuniões da Assembléia Geral e, periodicamente, do Conselho de Segurança, onde o Brasil ocupa um assento não-permanente.

Em Genebra

UN Photo/Jean-Marc Ferré

No segundo maior escritório da ONU, em Genebra, a delegação permanente do Brasil é composta, também, por cerca de 30 pessoas.

A equipe participa das ações da sede suíça, responsável, fundamentalmente, por trabalhos relativos à África, ao Oriente Médio e à Ásia.

Em Roma

FAO

Na representação brasileira junto à FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), sediada em Roma, o quadro de serviço trabalha integrado à agência para aumentar o nível de nutrição das pessoas, ampliar a produtividade agrícola dos países e melhorar a qualidade de vida das populações rurais.

Em Paris

UNESCO

Na UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), em Paris, a delegação permanente do Brasil trabalha, assim como toda a equipe da agência, para promover a educação, a paz e os direitos humanos.