Conheça as localidades brasileiras que são Campeãs contra a Malária nas Américas

Contraída por meio da picada de um mosquito infectado, a malária é uma das principais causas de mortes no mundo, com 228 milhões de casos e 405 mil mortes em 2018. Nas Américas, a transmissão permanece endêmica em 19 países e territórios — entre eles, o Brasil. Por isso, diversas localidades brasileiras têm utilizado estratégias eficazes para eliminar a doença.

Várias delas foram finalistas do prêmio “Campeões contra a Malária nas Américas”, promovido desde 2009 pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Saiba mais sobre cada uma.

Ação de saúde pública para controlar vetores da malária em Machadinho D'Oeste, em Rondônia. Foto: OPAS

Ação de saúde pública para controlar vetores da malária em Machadinho D’Oeste, em Rondônia. Foto: OPAS

Contraída por meio da picada de um mosquito infectado, a malária é uma das principais causas de mortes no mundo, com 228 milhões de casos e 405 mil mortes em 2018. Nas Américas, a transmissão permanece endêmica em 19 países e territórios — entre eles, o Brasil. Por isso, diversas localidades brasileiras têm utilizado estratégias eficazes para eliminar a doença.

Várias delas foram finalistas do prêmio “Campeões contra a Malária nas Américas”, promovido desde 2009 pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Saiba mais sobre cada uma nos textos e vídeos abaixo:

2019: São Gabriel da Cachoeira

São Gabriel da Cachoeira, no estado do Amazonas, reduziu pela metade a alta incidência de malária, implementando ações de diagnóstico e tratamento precoces, controle de vetores e mapeamento de casos em tempo real, com alianças importantes e otimização do escopo na atenção primária.

2018: Machadinho D’Oeste

Machadinho D’Oeste, no estado de Rondônia, implementou uma série de estratégias que resultaram em um maior acesso ao diagnóstico e tratamento, ampliação do uso de mosquiteiros e redução de 44% nos casos da doença entre 2016 e 2017.

2018: DSEI Alto Rio Solimões

O DSEI Alto Rio Solimões, no estado do Amazonas, reduziu em 70% o número de casos desde 2015 em uma área de difícil acesso, que abriga mais de 70 mil pessoas distribuídas entre 13 comunidades indígenas ribeirinhas.

2017: Eirunepé

Eirunepé, no estado do Amazonas, reduziu em 98% a carga da malária em grupos populacionais vivendo em áreas de difícil acesso. O projeto envolveu vários setores e fortaleceu a capacidade das instituições locais.

2017: Parque Nacional do Jaú

No Parque Nacional do Jaú, estado do Amazonas, um projeto feito com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) ampliou a detecção de casos de malária, reduzindo o tempo entre o início dos sintomas e o tratamento. Essas ações permitiram diminuir em 95% o número de casos totais e eliminar a malária causada pelo Plamodium falciparum na região.

2015: Ministério da Saúde

O Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária, do Ministério da Saúde do Brasil, atingiu o menor número de casos da doença dos últimos 34 anos, alcançando as metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O país reduziu em mais de 75% a quantidade de casos de malária em relação ao ano 2000.

2011-2012-2013: Secretaria Estadual de Saúde do Acre

O Programa Estadual de Controle da Malária do Acre reduziu exitosamente a epidemia da doença, fortalecendo a integração entre as ações de vigilância e atenção primária e implantando o uso de mosquiteiros impregnados com inseticida de longa de duração.

2010: Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas

A Fundação de Vigilância em Saúde do Estado do Amazonas (FVS) implementou um plano plurianual de prevenção e controle da malária, que incluía parcerias intersetoriais. A medida reduziu os danos sociais e econômicos causados pela doença, minimizando a exposição da população a fatores de risco e expansão da governança no setor da saúde sobre o controle da transmissão da malária.

Prêmio

A premiação do “Campeões contra a Malária nas Américas” é realizada todo dia 6 de novembro, data em que se celebra o Dia da Malária nas Américas.

A partir de 2019, houve uma mudança na forma de escolha dos finalistas. Assim, atualmente podem ser nominados municípios de alta carga da doença que estão envidando esforços significativos para reduzir a transmissão da malária com vistas à eliminação.

As localidades que já fazem parte da iniciativa da OPAS “Municípios que eliminam a malária” poderão se autonomear para o prêmio. Em relação aos que não fazem parte, é feita uma consulta às autoridades nacionais e locais dos países para a indicação de outros municípios de alta carga de malária.

Entre os parceiros da Organização Pan-Americana da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) que participam da entrega deste reconhecimento estão a Fundação das Nações Unidas; a Escola de Saúde Pública do Instituto Milken da Universidade de George Washington; o Centro de Programas de Comunicação da Escola de Saúde Pública Bloomberg da Universidade Johns Hopkins; o Consórcio de Saúde Global da Escola Stempel de Saúde Pública e Serviço Social; a Universidade Internacional da Flórida; e Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene.

Eliminação

Em maio de 2019, Argélia e Argentina foram oficialmente reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como livres da malária. A certificação é concedida quando um país prova que interrompeu a transmissão autóctone da doença por pelo menos três anos consecutivos. Ao todo, 38 países e territórios já foram declarados livres da malária – sendo 17 deles localizados na Região das Américas.

A malária é uma doença potencialmente fatal, causada por parasitos transmitidos às pessoas por meio da picada de mosquitos infectados. Aproximadamente metade da população mundial está em risco de contraí-la, principalmente aqueles que vivem em países de baixa renda. Nas Américas, 132 milhões de pessoas – das quais 42,5 milhões no Brasil – vivem em áreas de risco para a doença.