Congresso em Minas Gerais aborda saúde da população LGBTI

Em Governador Valadares (MG), mais de 150 pessoas participaram no último final de semana de debates sobre políticas de saúde para pessoas LGBTI e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis. Com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o I Congresso de Gênero e Sexualidade do Leste Mineiro: corpos, sujeitos e políticas também discutiu violência doméstica e sexual e o conceito de família para além do gênero.

Evento em Governador Valadares (MG) abordou saúde da população de gays, lésbicas, bissexuais, pessoas trans e intersexo. Foto: Divulgação/Maria Clara Leite

Evento em Governador Valadares (MG) abordou saúde da população de gays, lésbicas, bissexuais, pessoas trans e intersexo. Foto: Divulgação/Maria Clara Leite

Em Governador Valadares (MG), mais de 150 pessoas participaram no último final de semana de debates sobre políticas de saúde para pessoas LGBTI e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis. Com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o I Congresso de Gênero e Sexualidade do Leste Mineiro: corpos, sujeitos e políticas também discutiu violência doméstica e sexual e o conceito de família para além do gênero.

“O congresso traz a importância do debate de gênero, sexualidade e diversidade no ambiente acadêmico e seu papel na transformação dos modelos de atenção à saúde e da sociedade de forma geral”, avaliou Juliana Goulart, professora do Departamento de Administração da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

A docente foi a organizadora do evento, realizado nos dias 10 e 11 de novembro. Com a participação de representantes das universidades e da sociedade civil, o encontro foi promovido pelo Coletivo LGBT+, em parceria com a UFJF e a Federação Internacional das Associações dos Estudantes de Medicina do Brasil (IFMSA Brazil). O fundo da ONU apoiou a iniciativa.

“É necessário levar a toda comunidade informações sobre os recursos biomédicos de prevenção que temos atualmente, para que cada indivíduo possa refletir sobre suas necessidades, seus contextos e suas vulnerabilidades”, completou Lucas Andrade, palestrante e coordenador do Comitê de Saúde Pública e Direitos Humanos da IFMSA-UFJF/GV.

Além das mesas-redondas, o evento também contou com uma sessão de cinema do filme “Meu Nome é Jaque”. A protagonista da obra e ativista trans Jacqueline Côrtes compareceu ao congresso para falar sobre o documentário.


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