Conflitos são uma das principais causas de fome no mundo, diz Conselho de Segurança da ONU

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Expressando profunda preocupação com a ameaça de fome enfrentada por cerca de 20 milhões de pessoas em áreas de conflito em Iêmen, Somália, Sudão do Sul e nordeste da Nigéria, o Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu na quarta-feira (9) que o secretário-geral alertasse o órgão com antecedência sobre casos de conflitos que possam levar a crises de fome.

Por meio de um comunicado, o órgão de 15 membros pediu que o secretário-geral forneça um relato oral em outubro deste ano sobre os desafios para uma resposta efetiva ao risco de fome nesses países, e que faça recomendações específicas sobre como enfrentar esses desafios com o objetivo de viabilizar uma ação mais firme no curto e no longo prazo.

Mãe segura panela vazia ao lado de sua filha em acampamento perto da cidade de Ainabo, na Somália, em março de 2017. Foto: UNICEF/Kate Holt

Mãe segura panela vazia ao lado de sua filha em acampamento perto da cidade de Ainabo, na Somália, em março de 2017. Foto: UNICEF/Kate Holt

Expressando profunda preocupação com a ameaça de fome enfrentada por cerca de 20 milhões de pessoas em áreas de conflito em Iêmen, Somália, Sudão do Sul e nordeste da Nigéria, o Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu na quarta-feira (9) que o secretário-geral alertasse o órgão com antecedência sobre casos de conflitos que possam levar a crises de fome.

Por meio de um comunicado, o órgão de 15 membros pediu que o secretário-geral forneça um relato oral em outubro deste ano sobre os desafios para uma resposta efetiva ao risco de fome nesses países, e que faça recomendações específicas sobre como enfrentar esses desafios com o objetivo de viabilizar uma ação mais firme no curto e no longo prazo.

O Conselho enfatizou, com profunda preocupação, que os conflitos e a violência em curso são “uma das principais causas da fome” no mundo, pois têm consequências humanitárias devastadoras e impedem uma resposta humanitária eficaz no curto, médio e longo prazo.

O órgão lamentou o fato de que, nesses quatro países, determinados grupos “não tenham conseguido garantir acesso irrestrito e contínuo” à assistência alimentar, bem como a outras formas de ajuda humanitária. Além disso, reiterou o apelo a todas as partes para assegurar que a assistência humanitária tenha acesso irrestrito, seguro e oportuno a todas as áreas, e fosse facilitado o acesso e a distribuição de importações essenciais de alimentos, combustível e suprimentos médicos em cada país.

O decreto também instou todas as partes a proteger a infraestrutura civil, fundamental para a entrega de ajuda humanitária nos países afetados.

O Conselho de Segurança manifestou sua disponibilidade de continuar a apoiar a iniciativa do secretário-geral de combater a fome nos países afetados por conflitos, e se comprometeu a se envolver construtivamente em suas recomendações específicas.


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