Conflitos ‘cada vez mais entrelaçados’ do Iraque e da Síria devem ser detidos, diz ONU

Zeid Ra’ad Al Hussein classificou os membros do Estado Islâmico como “Takfiris”, uma ideologia que ele classifica como “extremamente estreita e inflexível”.

Novo alto comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, nesta segunda-feira (08), em Genebra. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Em sua primeira apresentação ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas desde que assumiu o posto em 1º de setembro, o novo alto comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, acusou o grupo armado Estado Islâmico de tentar criar uma “casa de sangue”.

O alto comissariado classificou os membros do Estado Islâmico como “Takfiris”, uma ideologia que ele aponta ser “extremamente estreita e inflexível” e que pretende aniquilar muçulmanos, cristãos, judeus e outros — o resto da humanidade — que acreditem em coisas diferentes que suas crenças.

“Será que acreditam que estão agindo com coragem? Matando prisioneiros barbaramente? Que virtudes estão demonstrando?”, perguntou Al Hussein ao Conselho de Direitos Humanos nesta segunda-feira (08).

“Eles só nos revelam como seria um estado Takfiri, se tal movimento realmente governar no futuro”, disse. “Seria um lugar duro, mesquinho, uma casa de sangue, onde nem sombra nem abrigo seria oferecido a um não Takfiri no meio deles.”

O alto comissário falou também das outras crises em curso no globo atualmente e se comprometeu a seguir o trabalho de seus predecessores. Leia a íntegra de sua declaração clicando aqui.