Conflito na Síria intensifica perseguição contra minorias, alerta Comissão da ONU

Grupo presidido pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro relata que forças do Governo e de oposião estão atacando minorias. Combatentes estrangeiros ligados a extremistas atuam no país.

O conflito na Síria está aumentando a violência sectária. Forças do Governo e milícias atacam civis sunitas, enquanto grupos de oposição armados atingem alauítas e outras minorias pró-governo, incluindo católicos, armênios ortodoxos e drusos. Cristãos, curdos e turcomanos também foram atingidos e, em alguns casos, obrigados a pegar em armas. A informação consta de um documento divulgado nesta quinta-feira (20) pela Comissão Internacional Independente de Inquérito (CoI) sobre a Síria.

Presidida pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, a CoI destaca a presença de combatentes estrangeiros, muitos ligados a grupos extremistas, e a radicalização de parte dos combatentes sírios que fazem oposição ao Governo.

O documento de dez páginas, com referência ao período de 28 de setembro a 16 de dezembro, relata a incessante violência e contínuas violações de direitos humanos e do direito humanitário internacional, que resultam em milhares de mortos e feridos, detenções arbitrárias, desaparecimentos e milhões de deslocamentos. A previsão é que o número de refugiados ultrapasse 700 mil nos próximos meses.

O grupo também expõe como Patrimônios Mundiais foram danificados ou destruídos, assim como bairros inteiros de grandes cidades.

A CoI foi estabelecida pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU para investigar e registrar todas as violações de direitos humanos, acusações de crimes de guerra e contra a humanidade. Recentemente, seu mandato foi ampliado para incluir “investigações de todos os massacres”.

Apesar de o Governo sírio ainda não ter permitido que a CoI atue dentro do país, o grupo já entrevistou 1,2 mil vítimas e testemunhas, incluindo cem durante o período de referência deste documento.

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