Conferência regional em Lima discute formas de combater a desigualdade e pôr fim à pobreza

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A terceira reunião da Conferência Regional sobre População e Desenvolvimento da América Latina e do Caribe ocorre até quinta-feira (9) em Lima, no Peru, com um renovado compromisso dos países com a implementação do Consenso de Montevidéu, assim como o chamado a intensificar o combate à desigualdade e o impulso à erradicação da pobreza.

Durante o encontro, organizado pela CEPAL e pelo governo do Peru, com o apoio do UNFPA, os países da região apresentarão relatórios voluntários sobre o avanço nacional na implementação do Consenso de Montevidéu.

Erradicação da pobreza é o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 1. Foto: EBC

Erradicação da pobreza é o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 1. Foto: EBC

A terceira reunião da Conferência Regional sobre População e Desenvolvimento da América Latina e do Caribe ocorre até quinta-feira (9) em Lima, no Peru, com um renovado compromisso dos países com a implementação do Consenso de Montevidéu, assim como o chamado a intensificar o combate à desigualdade e o impulso à erradicação da pobreza.

A reunião da Conferência foi inaugurada por Martín Vizcarra, presidente do Peru e secretário-executivo adjunto da Comissão Econômico para a América Latina e o Caribe (CEPAL); Natalia Kanem, diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA); e Patrícia Chemor, secretária-geral do Conselho Nacional de População (CONAPO), do México.

Em seu discurso inaugural, o presidente Martín Vizcarra renovou o compromisso de seu país com a implementação do Consenso de Montevidéu sobre População e Desenvolvimento, o acordo intergovernamental mais importante assinado até agora na região em matéria de população e desenvolvimento.

Afirmou que “apesar de terem havido importantes avanços em diferentes aspectos do desenvolvimento humano, também devemos fazer frente a grandes desafios para incluir todos os cidadãos nos benefícios do desenvolvimento, em especial os mais pobres e excluídos e nossa sociedade”.

O presidente afirmou que a terceira reunião da Conferência Regional sobre População e Desenvolvimento “ocorre em um momento em que os países da América Latina e do Caribe fazem grandes esforços para erradicar a pobreza, a exclusão e a desigualdade”, e destacou que “no Peru, os objetivos que guiam nosso governo são claros: garantir o bem-estar da população e, dessa forma, ter um país mais justo e equitativo”.

Mario Cimoli, secretário-executivo adjunto da CEPAL, afirmou que o Consenso de Montevidéu retoma compromissos regionais cujo cumprimento ajudará os países da região a “não deixar ninguém para trás”.

Completou que um balanço preliminar de cinco anos de implementação do Consenso indica que a região avançou na compreensão e abordagem de muitos temas da agenda de população e desenvolvimento.

No entanto, “a promessa de não deixar ninguém para trás requer um compromisso maior de nossa região com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e com as agendas que ajudam a dar visibilidade aos grupos em condição de vulnerabilidade, tal como faz o Consenso de Montevidéu”, afirmou.

O funcionário da CEPAL destacou a contribuição da Conferência Regional sobre População e Desenvolvimento para o Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre o Desenvolvimento Sustentável, já que é o único órgão intergovernamental encarregado de estudo e análise das tendências demográficas que constituem o marco do cumprimento da Agenda 2030 na região.

Natalia Kanem, por sua vez, afirmou que diante de desafios globais como desigualdade, violação dos direitos humanos, migração e deslocamento e mudanças climáticas, “o Consenso de Montevidéu é uma luz de esperança brilhante e poderosa”.

“Quando a Agenda 2030 nos chama a não deixar ninguém para trás e chegar primeiro aos mais necessitados, o Consenso de Montevidéu nos proporciona um caminho”, afirmou.

Patricia Chemor destacou que a América Latina e o Caribe tem importantes desafios que os países devem enfrentar com informação, estratégias e mecanismos que se encontrem à altura das demandas de suas populações.

“Ainda persistem grandes desigualdades econômicas, sociais, de gênero, de acesso a serviços de saúde, de educação, de uma vida íntegra e para a ampliação de oportunidades que devemos garantir para contar com um presente e um futuro mais justo e digno para todas e todos. E um dos mecanismos para consegui-lo é precisamente o Consenso de Montevidéu”, afirmou.

A terceira reunião da conferência teve a participação de ministros, vice-ministros e delegados de países latino-americanos e caribenhos, além de representantes de organismos internacionais, do setor privado, da academia e da sociedade civil.

Durante o encontro, organizado pela CEPAL e pelo governo do Peru, com o apoio do UNFPA, os países da região apresentarão relatórios voluntários sobre o avanço nacional na implementação do Consenso de Montevidéu.

A CEPAL apresentou na terça-feira (7) o projeto do primeiro relatório regional sobre a implementação do Consenso de Montevidéu sobre População e Desenvolvimento que dá conta dos avanços na dita implementação e das heterogeneidades existentes entre os países nesse processo.

A conferência será concluída na quinta-feira (9) com a presença de César Villanueva, presidente del Conselho de Ministros do Peru.


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