Conferência regional da FAO discutirá obesidade e pobreza rural na América Latina

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) realiza de 5 a 8 de março sua 35ª conferência regional em Montego Bay, na Jamaica, com o objetivo de discutir temas prioritários para a América Latina e o Caribe, como a erradicação da fome, o excesso de peso e a obesidade, o combate à pobreza rural e o impulso à agricultura sustentável resiliente às mudanças climáticas.

O evento será precedido de uma reunião nacional intersetorial com atores estratégicos governamentais e não governamentais que ocorrerá na terça-feira (27) em Brasília no escritório da FAO no país.

Além do aumento da fome, nos últimos anos o ritmo da redução da pobreza rural desacelerou na região da América Latina e do Caribe, segundo a FAO. Foto: EBC

Além do aumento da fome, nos últimos anos o ritmo da redução da pobreza rural desacelerou na região da América Latina e do Caribe, segundo a FAO. Foto: EBC

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) realiza de 5 a 8 de março sua 35ª conferência regional em Montego Bay, na Jamaica, com o objetivo de discutir temas prioritários para a América Latina e o Caribe, como a erradicação da fome, o excesso de peso e a obesidade, o combate à pobreza rural e o impulso à agricultura sustentável resiliente às mudanças climáticas.

O evento será precedido de uma reunião nacional intersetorial com atores estratégicos governamentais e não governamentais que ocorrerá na terça-feira (27) em Brasília no escritório da FAO no país.

O diálogo nacional tem o objetivo de informar os parceiros estratégicos sobre os preparativos e os resultados esperados na conferência, comunicar e consultar os parceiros sobre o Plano de Trabalho da FAO para o biênio 2018-2019 no âmbito regional e nacional e promover um espaço de diálogo entre os diversos atores.

Participarão do diálogo nacional representantes dos governos das áreas de agricultura, desenvolvimento agrícola, saúde, desenvolvimento social, proteção social, educação, meio ambiente, planejamento, finanças; além de representantes de institutos de terra, setor privado, associações ou organizações da sociedade civil (movimentos sociais, cooperativas, organizações de produtores entre outros).

A 35º Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe é um fórum oficial no qual os ministros da Agricultura e as autoridades dos Estados-membros da região estarão reunidos para debater os desafios e questões prioritárias. A expectativa é de que 33 países-membros da FAO estejam presentes na reunião, que também definirá as áreas prioritárias de trabalho para cada biênio.

Obesidade

Um dos temas da agenda da conferência é a obesidade, que se tornou uma epidemia na região. De acordo com uma estimativa feita pelo Escritório Regional da FAO para América Latina e o Caribe, em 26 países, as doenças associadas à obesidade são responsáveis por 300 mil mortes por ano, em comparação com as 166 mil pessoas mortas por assassinatos. No Brasil, em 2015, foram registradas 116.976 mortes devido às doenças causadas pela obesidade.

Paralelamente, a erradicação da fome segue como um importante desafio regional. São mais de 42 milhões de pessoas nessa situação nos países da América Latina e do Caribe.

Além do aumento da fome, nos últimos anos o ritmo da redução da pobreza rural desacelerou na região e, inclusive, foram vistos aumentos em alguns países. Mais de 40% da população rural é pobre e mais de 20% não consegue sequer comprar uma cesta básica de alimentos.

A migração e as mudanças climáticas que ameaçam a agricultura e as populações rurais que vivem em extrema pobreza são outros tópicos prioritários da agenda.

A região da América Latina e Caribe é o principal contribuinte de alimentos no mundo. Mas a expansão agrícola da região também tem gerado consequências socioambientais negativas, como poluição da água, degradação da terra, desmatamento, monoculturas e emissões de gases de efeito estufa.

De acordo com a FAO, a região deve expandir sua produção de alimentos por meio de práticas sustentáveis, adaptando seus sistemas de produção às novas condições climáticas.