Conferência em Goiânia discute desenvolvimento de cultivo do algodão

Um grupo formado por representantes de seis países da América Latina participaram nesta semana da Conferência Mundial de Pesquisa do Algodão, em Goiânia (GO); cinco deles apresentaram trabalhos científicos durante o evento, que teve a presença do representante da FAO no Brasil.

Campo de algodão. Foto: Arquivo/Agência Brasil

Campo de algodão. Foto: Arquivo/Agência Brasil

Um grupo formado por representantes de seis países da América Latina participam até sábado (7) da Conferência Mundial de Pesquisa do Algodão, que ocorre em Goiânia (GO) — cinco deles apresentaram trabalhos científicos durante o evento.

O representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, também esteve presente e, segundo ele, a conferência foi um importante espaço para fortalecer a Cooperação Sul-Sul.

“A Cooperação Sul-Sul é um instrumento importante para buscar mecanismos de sucesso e compartilhá-los entre os países, promovendo um valioso intercâmbio”, declarou Bojanic.

“A experiência da FAO com esse modelo de cooperação triangular tem se mostrado bastante efetiva e esperamos que (…) as vidas e as histórias de agricultores e agricultores familiares possam ser mudadas a partir desse trabalho”, completou.

A conferência também propicia uma chance de conhecer e se atualizar sobre os últimos resultados das principais pesquisas realizadas no mundo sobre o tema, assim como promover a troca de experiências entre os países.

Entre os temas da conferência estão o melhoramento e o desenvolvimento de cultivos; a proteção da cultura (incluindo doenças e pragas e seu manejo); as tecnologias de colheita e pós-colheita; o processamento e a qualidade da fibra e economia e competitividade da cultura do algodão.

Outros temas abordados foram a dinâmica social da cultura e transferência de tecnologia; a medição da sustentabilidade nos sistemas de produção de algodão; a questão de gênero na cadeia produtiva, entre outros.

A participação de Argentina, Brasil, Equador, Colômbia, Paraguai e Peru faz parte de um conjunto de ações desenvolvidas pelo governo brasileiro — por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) —, pela FAO e pelos países parceiros do projeto Fortalecimento do Setor Algodoeiro por meio da Cooperação Sul-Sul, que tem como um dos eixos o trabalho de promoção do desenvolvimento das capacidades desses países no setor algodoeiro.

Sete países da América Latina sãos parceiros nesse projeto, que tem o objetivo de contribuir para o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor do algodão e ampliar as capacidades e os níveis de coordenação interinstitucional para o fortalecimento do setor.

O projeto de Cooperação Sul-Sul Trilateral, coordenado pela FAO e pela ABC, tem suporte técnico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e do Ministério do Trabalho, Emprego e Previdência Social do Brasil (MTE), por meio da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), com o apoio financeiro do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).

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