Conferência discute direitos e desafios de comunidades tradicionais do norte de MG

Assim como os indígenas e quilombolas, as populações tradicionais do norte de Minas Gerais, conhecidas como “geraizeiros”, têm formas próprias de organização social, ocupação e manejo de territórios e recursos naturais, que são condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica. O grupo utiliza conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição.

Com o apoio do Projeto Bem Diverso, iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que capacita comunidades rurais para a produção sustentável, ocorre de 6 a 8 de abril em Catanduva, município de Vargem Grande do Rio Pardo (MG), a 5ª Conferência Geraizeira, que discutirá os desafios atuais e comuns a essas comunidades.

Projeto Bem Diverso na comunidade do Alto do Rio Pardo de MG. Foto: Projeto Bem Diverso

Projeto Bem Diverso na comunidade do Alto do Rio Pardo de MG. Foto: Projeto Bem Diverso

Assim como os indígenas e quilombolas, as populações tradicionais do norte de Minas Gerais, conhecidas como “geraizeiros”, têm formas próprias de organização social, ocupação e manejo de territórios e recursos naturais, que são condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica. O grupo utiliza conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição.

Com o apoio do Projeto Bem Diverso, iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que capacita comunidades rurais para a produção sustentável, ocorre de 6 a 8 de abril em Catanduva, município de Vargem Grande do Rio Pardo (MG), a 5ª Conferência Geraizeira, que discutirá os desafios atuais e comuns a essas comunidades. O encontro representa um marco da movimentação de luta e resistência e busca facilitar o acesso a direitos constitucionais.

Sob o tema “Água e Território”, a conferência deste ano tem como objetivos pensar a caminhada e o reflexo dos anos de luta no campo pelos direitos de povos e comunidades tradicionais; e se tornar um momento para celebrar as conquistas e articular propostas que dialoguem com o modo de vida dos povos e comunidades tradicionais, visando incidir nas políticas públicas e efetivando direitos.

O Projeto Bem Diverso foi lançado em 2015 com o objetivo de conservar a biodiversidade brasileira e gerar renda para as comunidades tradicionais e de agricultores familiares. A iniciativa terá duração prevista de cinco anos e é executada diretamente pelo PNUD com coordenação técnica da Embrapa.

A ação também tem entre suas metas contribuir para a conservação da biodiversidade brasileira em paisagens de múltiplos usos, por meio do manejo sustentável da biodiversidade e de sistemas agroflorestais, de modo a assegurar os modos de vida dessas comunidades, gerando renda e melhorando a qualidade de vida.

Segundo o assessor técnico do Projeto Bem Diverso, Fernando Moretti, as atividades são planejadas e realizadas de forma participativa. “Existe um comitê local do projeto que reúne as lideranças e parceiros institucionais, que discutem o plano de ação”, explicou. Segundo ele, a iniciativa trabalha com a viabilidade econômica das cooperativas com assessoria técnica, capacitações e intercâmbios.

Moretti enfatiza a importância do tema central da 5ª Conferência Geraizeira. “A água é fundamental em qualquer ecossistema para a conservação da biodiversidade, ainda mais no bioma Cerrado, considerado o berço das águas, e onde a agricultura predatória contribuiu para a seca de diversas nascentes”, declarou.

O PNUD apoia a conferência por meio de parceria com o Centro de Agricultura Alternativa do Norte de MG (CAA/NM) e estará presente com a participação da equipe técnica do projeto.