Conferência da ONU sobre desarmamento termina novamente em impasse

Segundo Representante da ONU para Assuntos de Desarmamento, reconhecer a indivisibilidade da segurança é o primeiro e mais importante passo para os interesses de segurança para todos.

Conferência para o desarmamento é prejudicada pelos impasses entre seus membros

“A segurança nacional também está relacionada com a segurança de seus vizinhos e com a estabilidade regional e global”, disse a Representante das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento, Angela Kane. A declaração foi feita durante o fechamento da sessão de 2012  da Conferência das Nações Unidas sobre o Desarmamento, realizada na quinta-feira (13) em Genebra. A reunião não conseguiu superar os impasses entre os seus membros, incluindo a consideração de um tratado para materiais físseis.

“Reconhecer a indivisibilidade da segurança é o primeiro passo e o mais crucial para o avanço dos interesses para a segurança de todos”, acrescentou Kane. Estabelecida em 1979 e atualmente com 65 países participantes, a Conferência se concentrou no fim da corrida armamentista e no desarmamento nuclear, entre outras questões.

A Conferência já conseguiu acordos para o combate ao desarmamento, como o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP), a Conveção sobre Armas Químicas (CWC) e o Tratado para a Proibição Completa dos Testes Nucleares (CTBT). No entanto, sua atuação tem sido prejudicada pelas diferenças e impasses entre seus integrantes.

“Os membros têm que empregar todos os meios disponíveis para alcançar uma vontade política comum e permitir que a convenção cumpra seu mandato”, afirmou Kane. “Isto é menos uma questão de desafios para a reforma administrativa do que a conciliação entre os Estados-Membros”.