Conferência da ONU propõe rastrear voos a cada 15 minutos e recurso online para análise de zonas de conflito

Para o presidente do Conselho do Organização de Aviação Civil Internacional, a adoção desse padrão representa a primeira etapa para a futura implementação de um sistema de segurança internacional mais abrangente.

Foto: PNUD Sri Lanka

Foto: PNUD Sri Lanka

Estados-membros da Organização de Aviação Civil Internacional (ICAO) recomendou a adoção de um padrão de rastreamento a cada 15 minutos que “será um importante primeiro passo para fornecer a fundição para um rastreamento global de voos”. A recomendação foi feita na última terça-feira (3) por mais de 850 participantes da Conferência sobre Segurança de Alto Nível 2015, na sede da ICAO em Montreal, Canadá.

Para o presidente do Conselho do ICAO, Olumuyiwa Benard Aliu, a adoção desse padrão representa a primeira etapa para a futura implementação de um sistema de segurança internacional mais abrangente.

As delegações presentes também apoiaram o desenvolvimento de um protótipo de recurso online para a avaliação dos riscos em zonas de conflito. De acordo com a Convenção de Chicago, cada Estado é responsável por avaliar os riscos para a aviação civil em zonas de conflito em seus territórios, possibilitando que essa informação esteja prontamente disponível para outros Estados e companhias aéreas, informou Aliu.

“A Força Tarefa que convocamos após a perda do MH17 identificou que tanto os Estados como companhias aéreas podem se beneficiar de mais informação compartilhada sobre zonas de conflito, incluindo as avaliações de risco sobre uma determinada área, e um recurso centralizado online poderia facilitar esse intercâmbio de informação necessário para alcançar esse objetivo”, disse, referindo-se à derrubada do voo no último ano.

De acordo com a agência, a intenção é que este recurso seja hospedado pelo ICAO e sirva como única fonte para as avaliações de risco atualizadas pelos Estados e organizações internacionais relevantes.

Outras prioridades apoiadas pela conferência, que terminou nesta quinta-feira (5), inclui a harmonização da terminologia usada para avaliação de riscos, uma revisão dos requerimentos existentes e formatos de mensagens e iniciativas lideradas pela indústria para compartilhar informação operacional e ser mais transparente com os passageiros sobre metodologias sendo aplicadas sobre o risco nas zonas de conflito.