Comunidade internacional vai disponibilizar 3,25 bilhões de euros para recuperação do Mali

Apoio foi anunciado após conferência sobre o país. Centenas de milhares de pessoas estão desabrigadas devido ao conflito que tomou a região norte desde o início do ano passado.

O conflito no Mali começou em janeiro de 2012. Foto: PNUD

O conflito no Mali começou em janeiro de 2012. Foto: PNUD

As Nações Unidas saudaram na quarta-feira (15) o compromisso da comunidade internacional de fornecer 3,25 bilhões de euros para apoiar um plano de recuperação no Mali. O país está emergindo de uma recente crise que teve toda a região norte tomada por extremistas e centenas de milhares de pessoas desabrigadas.

O dinheiro, prometido na Conferência sobre o Apoio e o Desenvolvimento do Mali, em Bruxelas, contribuirá para o Plano de Recuperação Sustentável do país do oeste africano. Ele visa restaurar a sua integridade territorial e promover a paz, a segurança e a reconciliação, bem como abrir o caminho para o crescimento e o desenvolvimento em longo prazo. O custo total do plano é de 4,3 bilhões de euros.

Em conformidade com o plano de recuperação, a ONU vai apoiar o país nas áreas de boa governança, paz sustentável e acesso aos serviços sociais básicos. Além disso, a recém-criada Missão de Estabilização Multidimensional Integrada no Mali (MINUSMA) prestará apoio ao Estado para que ele estenda seu controle sobre o país e reforce a ordem e a paz.

O Mali também deverá organizar eleições presidenciais em julho, o que pode ser considerado um passo fundamental no processo de transição. Para isso, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Comissão Europeia assinaram um acordo de financiamento de 14,8 milhões de euros para dar apoio ao processo eleitoral.

O PNUD também tem ajudado a desenvolver as capacidades das organizações envolvidas dentro da transição política, incluindo a recém-criada Comissão para o Diálogo e Reconciliação.

Após o início do combate entre as forças do governo e os rebeldes tuaregues em janeiro de 2012, o norte do Mali foi ocupado por radicais islâmicos. O conflito deslocou centenas de milhares de pessoas e levou o governo a solicitar assistência da França para lutar contra os grupos extremistas.