Comunidade internacional libera US$ 118 mi para agência da ONU de refugiados palestinos

Verba acordada nesta semana, em Nova Iorque, vai ajudar a superar a maior crise financeira da história da Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA). Em 2018, os Estados Unidos, país que mais contribuía com o orçamento da instituição, decidiram cortar 300 milhões de dólares em financiamento.

O ministro das Relações Exteriores e Expatriados da Jordânia (à esquerda), Ayman Safadi, ao lado do comissário-geral da UNRWA, Pierre Krähenbühl. Foto: ONU/Manuel Elias

O ministro das Relações Exteriores e Expatriados da Jordânia (à esquerda), Ayman Safadi, ao lado do comissário-geral da UNRWA, Pierre Krähenbühl. Foto: ONU/Manuel Elias

Doadores internacionais se comprometeram na quinta-feira (27) a disponibilizar 118 milhões de dólares para a Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA). Verba vai ajudar a superar o que o chefe do organismo descreveu como “a maior e mais grave crise financeira da história” da entidade. Em 2018, os Estados Unidos, país que mais contribuía com o orçamento da instituição, decidiram cortar 300 milhões de dólares em financiamento.

Em resposta ao rombo nas contas, nações e organizações internacionais anunciaram ao longo dos últimos meses doações de 260 milhões de dólares. O déficit, porém, permanecia considerável — 186 milhões de dólares. O montante acordado nesta semana, em reunião em Nova Iorque durante a 73ª sessão da Assembleia Geral, aliviará a dívida, mas ainda é insuficiente para patrocinar as atividades da UNRWA.

Em coletiva de imprensa após o encontro de doadores, o comissário-geral da agência das Nações Unidas, Pierre Krähenbühl, disse que a mobilização da comunidade internacional sinaliza para os palestinos “que eles não foram esquecidos”.

Criada em 1949 pela Assembleia Geral da ONU, a UNRWA oferece serviços de assistência, educação, saúde, alimentação e proteção para mais de 5 milhões de refugiados palestinos em Gaza, Cisjordânia, Síria, Líbano e Jordânia.

“Estamos enviando a mensagem de que o mundo ainda se importa com o sofrimento dos refugiados palestinos”, afirmou o dirigente, que descreveu o novo valor doado como um “passo muito significativo” para superar a frágil situação financeira da instituição.

Também presente na coletiva, o ministro das Relações Exteriores da Jordânia, Ayman Safadi, disse que o desafio é conseguir um planejamento orçamentário de longo prazo, para que “todos os anos, em agosto, as crianças palestinas não precisarem se perguntar se terão uma escola para ir ou não”.