Comitê se reúne no Brasil para finalizar coleção de livros da UNESCO sobre história da África

O Comitê Científico Internacional da coleção História Geral da África planeja lançar em 2020 novos volumes da obra. As publicações inéditas vão analisar os eventos que aconteceram no continente desde o final do apartheid na África do Sul, além de discutir as contribuições das diásporas.

Coleção terá novos volumes em 2020. Publicações inéditas vão abordar diásporas contemporâneas e eventos ocorridos na África desde o fim do apartheid na África do Sul. Foto: UNESCO

Coleção terá novos volumes em 2020. Publicações inéditas vão abordar diásporas contemporâneas e eventos ocorridos na África desde o fim do apartheid na África do Sul. Foto: UNESCO

O Comitê Científico Internacional da coleção História Geral da África, desenvolvida pela UNESCO, se reuniu em Belo Horizonte (MG), ao longo da semana passada, para finalizar o projeto dos próximos três volumes da obra. As novas publicações serão lançadas em 2020.

Os volumes inéditos (IX, X e XI) enriquecem a obra original, que foi publicada pela UNESCO entre 1964 e 1999. Os novos livros analisam os eventos que aconteceram no continente desde o final do apartheid na África do Sul, além de discutir as contribuições das diásporas.

As novas publicações refletem o trabalho de 200 autores que desenvolveram o conceito de África Global — noção que descreve as ligações entre os africanos no continente e as pessoas descendentes deles que vivem nas Américas do Sul, Central e do Norte, no Caribe, no Oceano Índico, no Oriente Médio e em outras partes do mundo.

“Este projeto tem o objetivo de capacitar os jovens, na África e na diáspora, a entender melhor sua história e, consequentemente, lançá-los a um futuro no qual eles serão os donos de seus próprios destinos”, diz Augustin Holl, presidente do Comitê Científico e professor da Universidade de Xiamen, na China.

Em 1964, a UNESCO foi pioneira ao lançar a coleção História Geral da África, que conferiu uma perspectiva africana, livre do preconceito racial da colonização, sobre o passado do continente.

A obra adotou um enfoque inovador, que reconhecia o trabalho de pesquisadores africanos, as tradições orais e novos dados, em particular no campo da arqueologia. A coleção também considerava a África como um todo, o que permitiu examinar as relações entre as diferentes partes do continente, bem como suas ligações históricas com o restante do mundo.

A História Geral da África foi publicada em 13 línguas, incluindo inglês, francês, português e árabe e também três línguas africanas (fula, hauçá e suaíli).

A reunião do Comitê Científico Internacional teve o apoio da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Escola Superior Dom Helder Câmara.

Os volumes já lançados da coleção estão disponíveis gratuitamente em meio online. Acesse clicando aqui.


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