Combates intensos em Ghouta Oriental e Afrin provocam novos deslocamentos massivos de civis sírios

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Segundo a ONU, acesso humanitário total e sem obstáculos às áreas é crucial para garantir que as necessidades urgentes dos civis sejam supridas. De acordo com a equipe da Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) na região, as necessidades são imensas e crescem a cada hora. Existem também sérios riscos para a saúde dos civis.

Funcionários do ACNUR conversam com um residente que escapou do conflito em Ghouta Oriental, na Síria. Foto: Mysa Khalaf (produção)/Mazen Haffer (câmera/edição)

Funcionários do ACNUR conversam com um residente que escapou do conflito em Ghouta Oriental, na Síria. Foto: Mysa Khalaf (produção)/Mazen Haffer (câmera/edição)

O ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, afirmou estar “alarmado” com o agravamento da crise humanitária na Síria, à medida que combates intensos em Ghouta Oriental, na área rural de Damasco, e em Afrin, no noroeste do país, causam novos deslocamentos maciços.

Somente em Ghouta Oriental, mais de 45 mil sírios foram forçados a fugir de suas casas nos últimos dias. O ACNUR está respondendo às necessidades humanitárias urgentes no local, mas reiterou nesta semana seu apelo à proteção e segurança dos recém-deslocados e de centenas de milhares de civis, ainda presos por combates intensos e com necessidade extrema de ajuda.

O ACNUR informou que não participa no atual acordo de evacuação ou de sua implementação. “Mas, desde o início do agravamento mais recente, nossas equipes estiveram nos hospitais coletivos improvisados à medida que milhares de famílias exaustas, famintas, sedentas, doentes e com poucos ou nenhum pertence chegavam, vindas de Ghouta Oriental. Mais civis continuam a se deslocar todos os dias”, disse a agência da ONU em um comunicado.

Os recém-deslocados estão atualmente acomodados em Dweir, Adra, Electricity, Herjelleh, Najha, Nashabiya e Khirbet al Ward, onde as condições são precárias. De acordo com a equipe do ACNUR, as necessidades são imensas e crescem a cada hora. Existem também sérios riscos para a saúde.

Todos os abrigos existentes estão extremamente congestionados e superlotados e carecem de saneamento básico. As pessoas esperam em filas por horas para usar os banheiros e a maioria não tem iluminação.

O ACNUR e seus parceiros estão trabalhando 24 horas por dia para fornecer assistência para salvar vidas e está em estreita coordenação com o Crescente Vermelho Árabe Sírio (SARC, em inglês), agências da ONU e outros atores humanitários.

Os parceiros do ACNUR estão registrando as pessoas que não possuem documentos, particularmente crianças recém-nascidas não registradas, com o objetivo de enfrentar, com as autoridades sírias, esta importante questão de proteção.

O ACNUR já entregou 180 mil itens de básicos de ajuda para suprir as necessidades urgentes – como colchões, cobertores, cobertores térmicos, lonas, kits de roupas de inverno, lâmpadas solares, galões e utensílios de cozinha.

Em vários abrigos coletivos, as pessoas que vivem ao ar livre nos pátios de escolas estão desesperadas e usam cobertores do ACNUR como divisórias para conseguirem alguma privacidade e para protegerem a si mesmas e suas famílias do sol durante o dia, e do frio à noite.

A falta de abrigo apropriado é uma grande preocupação e nos esforçamos para preencher essa lacuna. Mais de 2.200 kits de abrigo foram fornecidos ao Crescente Vermelho Árabe Sírio para fazer das instalações designadas para abrigos coletivos lugares habitáveis. Cerca de 800 barracas familiares do ACNUR foram despachadas do nordeste da Síria e chegarão a Damasco nas próximas 48 horas.

Mais tendas serão trazidas, mas o ACNUR já está despachando várias tendas de emergência para serem usadas como abrigo temporário pelas pessoas que dormem ao ar livre, em especial nos abrigos coletivos.

O acesso humanitário total e sem obstáculos a civis dentro e fora de Ghouta Oriental, em abrigos coletivos e em outros lugares é crucial para garantir que as necessidades urgentes dos civis sejam supridas.

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