Combate às disparidades de gênero é peça-chave para atingir ODMs

A Vice-Secretária-Geral da ONU, Asha-Rose Migiro, pediu hoje aos participantes do Fórum das Nações Unidas sobre a Igualdade de Gêneros e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio a agir rapidamente para combater as desigualdades que estão na raiz dos atuais desafios do desenvolvimento.

Combate às disparidades de gênero é peça chave para atingir Objetivos de Desenvolvimento. Foto ONUA Vice-Secretária-Geral da ONU, Asha-Rose Migiro, pediu hoje aos participantes do Fórum das Nações Unidas sobre a Igualdade de Gêneros e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio a agir rapidamente para combater as desigualdades que estão na raiz dos atuais desafios do desenvolvimento. O Fórum foi organizado conjuntamente pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e  Cultura (UNESCO) e a Comissão Helênica Nacional para a UNESCO.

“Com muita frequência, governos não conseguem aproveitar os efeitos multiplicadores do fortalecimento das mulheres”, disse Migiro ao fórum que começou hoje em Atenas (Grécia). “É por isso que as disparidades entre homens e mulheres em questão de pobreza, educação, saúde e direitos humanos são ainda uma realidade, e, em alguns casos, continuam crescendo, até mesmo nos países ricos. A última crise econômica apenas ampliou esta tendência”, disse a Vice-Secretária-Geral, acrescentando que “as políticas para lidar com esta crise, tanto em países desenvolvidos como nos em desenvolvimento, devem levar em conta a desigualdade de gênero”.

Políticas de saúde devem reconhecer que a mortalidade materna ainda é a principal causa de morte de mulheres em idade fértil em todo o mundo em desenvolvimento e políticas educativas devem reconhecer que dois terços dos 800 milhões de analfabetos do mundo são mulheres, afirmou a Vice-Secretária-Geral.

Migiro sublinhou a necessidade de uma nova abordagem com políticas de combate à pobreza começando pelo reconhecimento “do fato de que as mulheres compõem a maioria das pessoas que vivem na pobreza”. Estas políticas devem ter por objetivo indústrias que empreguem principalmente mulheres que também devem concentrar-se na economia informal, a qual é predominantemente feminina.