Com youtubers negras, ONU Mulheres realiza campanha sobre empoderamento das brasileiras afrodescendentes

A partir desta segunda-feira (24) e até a próxima sexta-feira (28), cinco youtubers negras, jovens e brasileiras ocuparão as redes sociais da ONU Mulheres Brasil para discutir o papel das afrodescendentes no cumprimento da Agenda 2030 das Nações Unidas. Ações são parte da campanha #SouNegraEQueroFalar, que lembra as mobilizações das mulheres negras no chamado Julho das Pretas e também o Dia da Mulher Afro-latino-americana, Afro-caribenha e da Diáspora, comemorado na América Latina no dia 25 de julho.

Youtubers negras vão movimentar redes sociais da ONU Mulheres Brasil com debates sobre igualdade de gênero e racial. Imagem: ONU Mulheres Brasil

Youtubers negras vão movimentar redes sociais da ONU Mulheres Brasil com debates sobre igualdade de gênero e racial. Imagem: ONU Mulheres Brasil

A partir desta segunda-feira (24) e até a próxima sexta-feira (28), cinco youtubers negras, jovens e brasileiras ocuparão as redes sociais da ONU Mulheres Brasil para discutir o papel das afrodescendentes no cumprimento da Agenda 2030 das Nações Unidas. Ações são parte da campanha #SouNegraEQueroFalar, que lembra as mobilizações das mulheres negras no chamado Julho das Pretas e também o Dia da Mulher Afro-latino-americana, Afro-caribenha e da Diáspora, comemorado na América Latina no dia 25 de julho.

Ao longo da semana, as youtubers Sá Ollebar, do canal Preta Pariu, Lívia Teodoro, do Na Veia da Nega, Maristela Rosa e Natália Romualdo, do Papo de Preta, e Luciellen Assis vão debater os problemas que precisam ser solucionados para que nenhuma mulher negra seja deixada para trás ao longo dos próximos 13 anos.

Esse é o lema da Agenda 2030 da ONU, que visa erradicar a pobreza e promover a igualdade de gênero, entre outras metas, para todos. “A ONU Mulheres está empenhada em pôr as mulheres negras no centro dos debates sobre o desenvolvimento sustentável”, aponta a representante da agência das Nações Unidas no Brasil, Nadine Gasman.

Vídeos produzidos de forma pro bono pela Propeg serão publicados nos canais da ONU Mulheres até o final da semana. A campanha faz parte da estratégia de comunicação e de defesa de direitos da agência das Nações Unidas, a Mulheres Negras Rumo a Um Planeta 50-50 em 2030.

De acordo com Nadine, mulheres negras “historicamente são as quem vêm puxando as conquistas da população negra e atuando firmemente para que não se retroceda em direitos”. “As mulheres negras são agentes-chave para o enfrentamento ao racismo, à violência e pela promoção do bem viver de forma individual e coletiva”, acrescentou.

Durante os próximos dias, além do material que irá ao ar nas redes sociais da ONU Mulheres Brasil, o público será convidado a conhecer um pouco mais sobre as influenciadoras digitais a partir das próprias páginas pessoais que cada uma mantém no mundo online.

“Com essa ação, a ONU Mulheres dá visibilidade ao trabalho dessas jovens mulheres como lideranças nesses espaços de comunicação democrática na internet. São realidades que precisam ser ouvidas e compreendidas para que as ações adotadas pela ONU Mulheres para esse público possam abranger a pluralidade das afro-brasileiras”, explica Nadine.

A vez das youtubers negras

Uma visita aos canais de Youtube e a outras redes sociais revela a diversidade de temas abordados pelas jovens participantes da campanha. Em comum, essas blogueiras e produtoras partilham a busca pelo empoderamento social e político das afrodescendentes brasileiras. Elas falam com propriedade de assuntos que vão desde dicas de maquiagem, ancestralidade e estilo, até questões raciais e feminismo, passando pelos desafios da maternidade negra.

Propositivos e abertos ao diálogo, os conteúdos têm tom informativo e mobilizador para a população negra e suscitam reflexões para os não negros e negras.

Além da produção de narrativas contra-hegemônicas, com abordagem especializada e qualificada sobre racismo, sexismo, violência física e simbólica, a atuação das youtubers têm chamado a atenção de empresas de cosméticos e vestuário do Brasil, reforçando para a publicidade a urgência da representação positiva de negras e negros no setor.

Esta é a segunda atividade da ONU Mulheres que traz as vozes de jovens youtubers para o centro dos debates sobre as realidades das mulheres negras no Brasil. A primeira aconteceu em 21 de março, por ocasião do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, quando foi lançada a estratégia Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030. O foco da mobilização foi a proposição de ações para a Década Internacional de Afrodescendentes da ONU.

Reveja os vídeos: