Com sede no Rio, centro da ONU para erradicação da febre aftosa completa 67 anos

Desde sua inauguração, em 1951, o Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA-OPAS/OMS)  contou com um corpo técnico de excelentes profissionais comprometidos com a erradicação da febre aftosa no continente americano e, mais recentemente, na provisão de cooperação técnica nas áreas de zoonose e inocuidade de alimentos.

Em 2018, o Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA-OPAS/OMS) completa 67 anos. Foto: PANAFTOSA

Em 2018, o Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA-OPAS/OMS) completa 67 anos. Foto: PANAFTOSA

Desde sua inauguração, em 1951, o Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA-OPAS/OMS)  contou com um corpo técnico de excelentes profissionais comprometidos com a erradicação da febre aftosa no continente americano e, mais recentemente, na provisão de cooperação técnica nas áreas de zoonose e inocuidade de alimentos.

Esse fato pode ser ilustrado com uma reportagem publicada em 1962 no Diário de Notícias do Rio de Janeiro, que dizia: “11 anos depois da inauguração do centro, James Hartgering, observador especial do presidente norte-americano, John F. Kennedy, disse ao ministro Armando Monteiro Filho que considera a equipe de especialistas do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa a melhor do mundo”.

Na quarta-feira (29), em cerimônia de reconhecimento dos funcionários do centro, que ocorre a cada dois anos, foi celebrado o trabalho da equipe que se ocupou de fortalecer a capacidade de trabalho do órgão em cooperação técnica com os países no campo da saúde pública veterinária.

Por que o PANAFTOSA tem sua sede em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro?

Por meio do acordo entre o Ministério da Agricultura, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o PANAFTOSA teve sua sede na Fazenda São Bento, em Duque de Caxias, à margem da antiga estrada Rio-Petrópolis.

Naquela época (Era Vargas), Duque de Caxias passava por um processo de expansão, e havia criado o Núcleo Colonial São Bento, onde hoje está o PANAFTOSA. Nesse núcleo, residiam migrantes, principalmente funcionários do Ministério da Agricultura. O Ministério da Saúde também atuava na região, em um conjunto de edifícios onde existia uma fábrica de produtos profiláticos que promovia ações contra endemias rurais.

Havia tratoristas, agrônomos, médicos, farmacêuticos, dentistas, professores, jardineiros, motoristas, pedreiros, carpinteiros, ferreiros etc. Os migrantes, provenientes de diversas partes do Brasil e do mundo (havia cinco famílias japonesas e outras do estado do Amapá), ao chegar à região, passavam por exames médicos e logo recebiam uma casa e um pouco de terra.

Com o fechamento da Fábrica de Profiláticos e o estabelecimento da PANAFTOSA em 1951, a força de trabalho para a produção da vacina de febre aftosa foi composta, em grande parte, por habitantes locais.

Uma força de trabalho local aliada à experiência internacional que se tornou até hoje referência em saúde pública veterinária na região.