Com participação de brasileiros, missão da OMS visita Colômbia para apoiar resposta ao zika

Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco integraram missão internacional coordenada pela Organização Pan-Americana da Saúde com o objetivo apoiar os esforços nacionais. A Colômbia é um dos países em que casos associados de doenças neurológicas preocupam ONU.

Foto: OPAS/OMS

Foto: OPAS/OMS

Um grupo de especialistas convocados pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) visitaram a Colômbia na semana passada para apoiar os esforços do país na resposta ao surto do vírus zika.

Segundo as autoridades colombianas, cerca de 37 mil pessoas foram afetadas pelo vírus, incluindo 6,3 mil mulheres grávidas.

“Esta é a primeira missão com vários componentes técnicos para apoiar os países em resposta ao vírus zika”, disse a consultora da OPAS sobre gestão clínica de doenças epidêmicas, Pilar Ramon-Pardo, que coordenou a missão.

A missão, que teve início no dia 23 de fevereiro e seguiu até a sexta-feira (26), teve o objetivo de promover a troca de experiências em matéria de vigilância epidemiológica e tratamento dos casos do vírus zika, além de pesquisar questões relacionadas com possíveis complicações neurológicas associadas ao vírus, como a Síndrome de Guillain-Barré (GBS).

Especialistas também estão analisando e monitorando a situação das mulheres grávidas da Colômbia no caso de eventuais casos de microcefalia. “Esta missão está também em linha com a estratégia da OPAS de melhorar a capacidade dos países de responder ao vírus zika nas Américas”, acrescentou Ramon-Pardo.

O zika, transmitido pelo mosquito Aedes, é um vírus desconhecido nas Américas. Desde que o Brasil relatou os primeiros casos de transmissão local, em maio de 2015, ele se espalhou para 29 países e territórios em todo o continente, situação agravada pela possível associação com casos de GBS e microcefalia.

Entre os peritos que participaram da missão internacional estão Carlos Brito e Ricardo Ximenes, ambos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ambos integram a pesquisa em andamento no Brasil e atuam em uma das áreas mais afetadas pelo zika no país.

Durante a missão, os especialistas se reuniram com funcionários e técnicos do Ministério da Saúde local, visitaram o laboratório do Instituto Nacional de Saúde e alguns viajaram para as áreas do país onde casos de vírus zika foram relatados.