Com participação da ONU, evento lança programa de inteligência penitenciária para combate à criminalidade

Com a quarta maior população carcerária, o sistema de prisão do Brasil contribui para o surgimento e fortalece organizações criminosas e, por isso, investir em inteligência é fundamental, afirmou especialista da ONU.

O Brasil tem a quarta população carcerária do planeta e a inteligência penitenciária é fundamental para racionalizar o uso das prisões para conter o crime e a violência. Foto: José Cruz/ABr

O Brasil tem a quarta população carcerária do planeta e a inteligência penitenciária é fundamental para racionalizar o uso das prisões para conter o crime e a violência. Foto: José Cruz/ABr

O Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) lançou, no dia 25 de maio, o Programa de Capacitação e Pesquisa em Inteligência Penitenciária. O objetivo do programa é oferecer o aperfeiçoamento, integração e promoção da Inteligência Prisional nos estados, impulsionando uma política nacional alinhada aos padrões internacionais de gestão e tratamento da informação.

O seminário de lançamento do programa contou com a presença de secretários de justiça dos estados e diversos técnicos de inteligência penitenciária, além do representante do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e a representante-residente adjunta do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ana Inés Mulleady.

Franzini destacou que a Inteligência Penitenciária é um componente fundamental para racionalizar o uso das prisões como forma de conter o crime e a violência. “O Brasil apresenta hoje a quarta população carcerária do planeta sem que isso resulte em mais segurança para a sociedade. É necessário um grande esforço intersetorial para diminuir o encarceramento e propiciar a reinserção social”, finaliza.

O UNODC ministrou a palestra “Gestão da Segurança e Prisioneiros de Alto Risco” no dia 26. O responsável de programa da Unidade de Estado de Direito, Nivio Nascimento, explicou que o encarceramento em massa tem contribuído para o surgimento e fortalecimento de organizações criminosas e, por isso, investir em inteligência é fundamental.

“A escolha dos temas capacitação e pesquisa é muito apropriada, pois é importante entender o problema a partir de evidências científicas para poder treinar diferentes setores da administração penitenciária, incluindo a inteligência,” disse.