Com participação da FAO, setores produtivos do agronegócio debatem inovação sustentável

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Seminário ocorrido em Brasília contou a mediação do representante da FAO Brasil, Alan Bojanic. Produzir sem impactar o meio ambiente se tornou um desafio do agronegócio brasileiro, que este ano deve movimentar R$ 1,7 trilhão. Com as mudanças no clima, novos acordos ambientais e exigências dos parceiros comerciais do Brasil, sustentabilidade e inovação se tornaram condições exigidas pela sociedade e pelos agentes que compõe o setor.

Colheita de milho em Sertão Santana. Foto: Pedro Revillion / Palácio Piratini (CC)

Colheita de milho em Sertão Santana. Foto: Pedro Revillion / Palácio Piratini (CC)

Os principais setores produtivos do agronegócio brasileiro se reuniram em Brasília (DF) na última terça-feira (5) para debater o planejamento da agricultura do futuro e o desafio de abastecer o mundo com segurança alimentar e soluções sustentáveis.

O ‘AgroSeminário’ foi promovido pelo Instituto de Educação no Agronegócio (I-UMA) e contou com a mediação do representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic.

Produzir sem impactar o meio ambiente se tornou um desafio do agronegócio brasileiro, que este ano deve movimentar R$ 1,7 trilhão. Com as mudanças no clima, novos acordos ambientais e exigências dos parceiros comerciais do Brasil, sustentabilidade e inovação se tornaram condições exigidas pela sociedade e pelos agentes que compõe o setor.

Conjuntura lembrada pelo ministro interino do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, em discurso que abriu o evento. “Nosso país possui a legislação ambiental mais rigorosa do planeta e eu não sou contra isso, mas o produtor rural brasileiro é, sem dúvida, quem suporta um ônus que não existe em nenhum outro lugar do mundo. Em alguns casos, só se pode utilizar 20% da propriedade rural e ainda assim somos competitivos no mercado internacional”, salientou Novacki.

Ele destacou ainda o papel que o Brasil tem na preservação ambiental, na mitigação das mudanças climáticas e na segurança alimentar. “O produtor rural, grande ou pequeno, precisa ser cada vez mais eficiente, lançando mão do conhecimento, da pesquisa e da inovação.”

O representante da FAO, Alan Bojanic, disse que é importante entender quais são as perspectivas para o setor e qual será a contribuição do Brasil para a alimentação nacional e mundial.

“Fizemos um estudo em que a estimativa é que em 2020 o Brasil será o maior produtor e exportador de alimentos do mundo. Dado que está se confirmando. As perspectivas que a FAO dá para o setor é de crescimento, e não existe país no mundo com as condições e a capacidade que o Brasil tem para produzir. Mas é importante vermos como vamos produzir com sustentabilidade”, destacou Bojanic.

Ele destacou ainda os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “Como o Brasil vai contribuir para a grande agenda 2030? Uma agenda de desenvolvimento sustentável que fala da erradicação da fome e da pobreza até o ano de 2030”, questionou. Bojanic ressaltou o ODS número dois, que trata da fome zero e da agricultura sustentável.

O relatório ‘Perspectivas Agrícolas 2017-2026’, da OCDE e FAO, mostrou que o Brasil vai ultrapassar os Estados Unidos como o maior produtor de soja na próxima década, enquanto a produção de milho será impulsionada, principalmente, pela América Latina.

Durante o período analisado, espera-se que a produção mundial de soja continue expandindo-se mas em um ritmo de 1,9% por ano, o que está muito abaixo da taxa de crescimento de 4,9% anual da última década. Confira outros dados e mais sobre o evento em Brasília clicando aqui.


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