Com mais de 200 mil casos suspeitos, Iêmen registra pior surto de cólera

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Número aumenta, em média, em 5 mil por dia. Segundo comunicado divulgado por UNICEF e OMS, mais de 1,3 mil pessoas já morreram – das quais 25% crianças. Agências da ONU pediram mais esforços das autoridades e ressaltaram que epidemia é consequência direta do conflito que assola o país.

Criança com cólera recebe tratamento no Hospital Sab'een em Sana'a, no Iêmen, em maio de 2017. Foto: UNICEF/Alzekri

Criança com cólera recebe tratamento no Hospital Sab’een em Sana’a, no Iêmen, em maio de 2017. Foto: UNICEF/Alzekri

O Iêmen enfrenta o pior surto de cólera da história, com mais de 200 mil casos suspeitos. O número de ocorrências aumenta, em média, em 5 mil por dia. Estimativas indicam que mais de 1,3 mil pessoas já morreram – das quais 25% eram crianças. Os dados foram divulgados no último final de semana (24) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em declaração conjunta, o diretor-executivo do UNICEF, Anthony Lake, e a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, lembraram que, em apenas dois meses, a cólera se espalhou por quase todos os estados do país devastado.

“Essa epidemia fatal é consequência direta de dois anos de intenso conflito”, disseram os dirigentes. Os chefes das agências da ONU afirmaram ainda que o colapso da saúde e outros serviços deixou mais de 14,5 milhões de pessoas sem acesso regular a água potável e saneamento básico no país. O cenário contribui para aumentar o potencial de proliferação da cólera.

Segundo o pronunciamento, taxas crescentes de desnutrição enfraqueceram a saúde de crianças, tornando-as mais vulneráveis à doença. Além disso, aproximadamente 30 mil agentes locais de saúde, que desempenham um papel fundamental para acabar com o surto, não têm recebido salário há cerca de 10 meses.

Diretores solicitaram que governo intensifique esforços internos para impedir que a epidemia se espalhe. “Nós pedimos a todas as autoridades dentro do país para que paguem os salários e, acima de tudo, pedimos que todas as partes acabem com esse conflito devastador”, disseram Lake e Chan.


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