Com liderança comprometida com reformas, Somália deve fazer de 2018 o ‘ano de implementação’

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Registrando a política turbulenta, o terrorismo persistente e o risco de fome, a Somália deve fazer de 2018 um ano para realizar reformas, disse o representante das Nações Unidas no país ao pedir mais apoio internacional financeiro e técnico para o país do Chifre de África.

Michael Keating, representante especial do secretário-geral e chefe da Missão de Assistência das Nações Unidas na Somália (UNSOM), durante a reunião do Conselho de Segurança. Foto: ONU/Loey Felipe

Michael Keating, representante especial do secretário-geral e chefe da Missão de Assistência das Nações Unidas na Somália (UNSOM), durante a reunião do Conselho de Segurança. Foto: ONU/Loey Felipe

Registrando a política turbulenta, o terrorismo persistente e o risco de fome, a Somália deve fazer de 2018 um ano para realizar reformas, disse na quarta-feira (24) um funcionário das Nações Unidas ao pedir mais apoio internacional financeiro e técnico para o país do Chifre de África.

A Somália passou por uma transição pacífica de poder para um novo presidente há um ano.

“Como muitos governos novos, o seu passou por uma curva de aprendizado íngreme”, disse Michael Keating, representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Somália, em um informe ao Conselho de Segurança, referindo-se ao presidente da Somália, Mohamed Abdullahi Mohamed ‘Farmajo’.

Keating disse que o líder somali criou uma agenda nacional louvável que abrange reformas financeiras, criação de emprego, políticas inclusivas, resolução de conflitos e reforma do setor de segurança.

Ao implementar esta agenda múltipla, o Governo Federal enfrenta vários desafios importantes, incluindo a mobilização de capacidade técnica e financeira adequada, garantindo abordagens coerentes e coordenadas por atores nacionais e internacionais, e gerenciando os poderosos círculos eleitorais como os Estados-membros federais, parlamentares, corretores de poder de clãs, setor privado e parceiros internacionais.

“Eu encorajo fortemente as partes interessadas da Somália a se unir para enfrentar essas prioridades e fazer de 2018 um ano de implementação”, disse Keating.

Na frente política, ele disse que, em dezembro, as tensões foram fortemente levantadas em Mogadíscio pela prisão violenta de um proeminente político da oposição pela agência nacional de inteligência e segurança, bem como a incursão na casa de um líder parlamentar. A recente substituição do prefeito também foi um desafio.

Esses incidentes ressaltaram os problemas básicos que precisam ser abordados, como regras e salvaguardas inadequadas que regem a conduta da política, inclusive procedimentos de impeachment; papéis confusos e a responsabilidade dos muitos atores de segurança; e a perpetuação de práticas corruptas.

No que se refere à situação humanitária, ele disse que o risco de fome ainda ocorre após quatro estações de chuvas fracassadas consecutivas, com o plano de ajuda de emergência de 2018 solicitando 1,6 bilhão de dólares.

“A pobreza crônica e as necessidades humanitárias persistentes lançaram uma sombra ameaçadora sobre a Somália”, alertou, observando que cerca de 6,2 milhões de pessoas precisam de assistência.


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