Com apoio do UNIC Rio, prêmio jornalístico que homenageia Abdias Nascimento anuncia finalistas

Premiação vai distribuir R$ 35 mil e visa estimular a cobertura jornalística qualificada sobre temas relacionados à população negra e incentivar medidas de combate às desigualdades socioeconômicas em função da raça no Brasil.

Prêmio Jornalista Abdias Nascimento visa estimular a produção jornalística de combate a todas as formas de racismoApós receber trabalhos enviados de todas as regiões do país, o Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento, que tem apoio do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio de Janeiro), anunciou os finalistas de sua segunda edição.

O evento visa estimular a cobertura jornalística qualificada sobre temas relacionados à população negra e incentivar medidas de combate às desigualdades socioeconômicas em função da raça no Brasil. Em cada uma das sete categorias há três finalistas, mas em razão de um empate técnico há quatro concorrentes nas seções de Mídia Impressa e Especial de Gênero. Ao todo, serão 23 trabalhos finalistas e os vencedores serão anunciados na entrega dos troféus na próxima segunda-feira, dia 12 de novembro, no Teatro Oi Casagrande, Rio de Janeiro.

O prêmio vai distribuir R$ 35 mil aos vencedores das sete categorias (Mídia Impressa, Televisão, Rádio, Mídia Alternativa ou Comunitária, Internet, Fotografia e Categoria Especial de Gênero) e neste ano há concorrentes que podem ser contemplados com 10 mil reais, caso também vençam na Categoria Especial. As reportagens e fotografias serão avaliadas por uma comissão de jornalistas e especialistas em relações raciais. Os critérios serão: originalidade da pauta, pertinência, criatividade, linguagem, fontes, caráter investigativo e repercussão obtida.

Abdias NascimentoO evento é uma iniciativa da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-Rio), vinculada ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro. Além do UNIC Rio, conta com a parceria da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e patrocínio da Fundação Ford, Fundação W. K. Kellogg e da Oi.

O Prêmio foi criado em homenagem ao ex-senador e um dos ícones do combate ao racismo no Brasil, Abdias do Nascimento, falecido aos 97 anos em 2011. Este ativista histórico dos direitos humanos foi jornalista — seu registro profissional no SJPMRJ é datado de 1947 — e atuou como profissional no impresso Diário Trabalhista, além de ter fundado o jornal Quilombo.

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