Com apoio do PNUD, ministério brasileiro recebe certificado de eficiência energética

Ministério do Meio Ambiente recebeu Etiqueta de Eficiência Energética nível “A” do Inmetro. Resultado do projeto “Transformação do Mercado de Eficiência Energética do Brasil”, em parceria com o Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD), edifício pode economizar até 30% de energia.

Foto: Cadu Gomes/Fotos Públicas

Foto: Cadu Gomes/Fotos Públicas

O Ministério do Meio Ambiente (MMA), em Brasília, recebeu a Etiqueta de Eficiência Energética nível “A” do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). A conquista veio por meio da implementação do projeto “Transformação do Mercado de Eficiência Energética do Brasil”, coordenado pelo próprio MMA, com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e financiado pelo Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF, na sigla em inglês) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A classificação retrata o final da primeira etapa de etiquetagem e indica que o planejamento da eficiência energética do prédio foi otimizado para nível A e está de acordo com as normas do Inmetro. O MMA tem agora um prazo de cinco anos para incorporar as mudanças de forma que a economia de energia se realize na prática.

Para isso, o MMA tomará algumas medidas sustentáveis: a modernização do sistema de ar-condicionado dos andares térreo e subsolo assim como a reconfiguração do projeto de iluminação do edifício, fazendo a separação de circuitos, o uso de sensores fotossensíveis e de dimers/dimerizadores que permitem a adequação da quantidade de iluminação de acordo com a quantidade de luz natural disponível.

A coordenadora técnica do projeto no PNUD e responsável pelo apoio para a sua implementação, Ludmilla Diniz, explica que o MMA será utilizado como uma vitrine para outros prédios públicos, comerciais e de serviços que queiram observar os benefícios da adesão à eficiência energética. Portanto, o próximo passo é levar adiante o projeto para mais ministérios e outros edifícios da esfera pública como forma de contribuir para o Programa Esplanada Sustentável.

A eficiência energética tem também sido tema de recentes regulamentações do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). No último dia 23 de fevereiro, o MPOG soltou uma portaria que estabelece as boas práticas de gestão e uso de energia elétrica e de água nos órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional. A portaria também dispõe sobre o monitoramento de consumo. Em 2014, por meio da normativa nº2, o ministério passou a exigir que os projetos de edificações públicas federais novos sejam desenvolvidos ou contratados visando, obrigatoriamente, a obtenção da categoria “A” da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia do Inmetro.

Outras ações do projeto

O projeto como um todo visa a gerar a economia de até 4 milhões de MWh de eletricidade e a redução de emissão de gases do efeito estufa em até 2 milhões de toneladas de CO2. O prazo estabelecido para alcançar as metas é de 20 anos.

Para levar a eficiência energética também a prédios residenciais ou construções comerciais de menor porte, o projeto, em parceria com o PROCEL (Programa Brasileiro de Conservação de Energia) desenvolveu uma ferramenta online gratuita direcionada a arquitetos, engenheiros ou projetistas. O Projeto leva em consideração dados climáticos dos diferentes municípios do Brasil e permite que o planejamento da construção seja feito com eficiência energética, levando em consideração estas particularidades climáticas e as características térmicas dos materiais que serão utilizados para construção.

Além disso, o projeto está realizando um estudo de benchmarking de eficiência energética em edificações públicas do Brasil. Com isso, será possível criar um parâmetro sobre o consumo de energia e analisar quais são os casos prioritários para a implementação das propostas de eficiência energética.

Serão selecionados 20 edifícios para receberem diagnósticos energéticos, medidores inteligentes e capacitação para monitorá-los. As inscrições podem ser feitas no site do PNUD e, para participar, basta que o gestor público preencha o formulário disponibilizando dados sobre os gastos de energia elétrica dos últimos 12 meses, a área total do edifício, o número estimado de ocupantes e um endereço eletrônico.

Detalhes em http://bit.ly/18IPcyG