Com apoio do Facebook, agência da ONU lança ‘bot’ com perfil de refugiada síria

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Para gerar empatia e informar sobre a trajetória e o dia a dia de pessoas refugiadas no Brasil, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançou nesta quinta-feira (29), com o apoio do Facebook, a “bot” para Messenger Salam. A intenção é sensibilizar o público para a realidade enfrentada pelas pessoas refugiadas que buscam segurança, proteção e uma vida digna. Não à toa, Salam – que é uma refugiada síria virtual – significa “paz” em árabe.

Para gerar empatia e informar sobre a trajetória e o dia a dia de pessoas refugiadas no Brasil, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançou a Bot para Messenger chamado Salam.

Para gerar empatia e informar sobre a trajetória e o dia a dia de pessoas refugiadas no Brasil, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançou a Bot para Messenger chamado Salam.

Para gerar empatia e informar sobre a trajetória e o dia a dia de pessoas refugiadas no Brasil, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançou nesta quinta-feira (29), com o apoio do Facebook, a “bot” para Messenger Salam. A intenção é sensibilizar o público para a realidade enfrentada pelas pessoas refugiadas que buscam segurança, proteção e uma vida digna. Não à toa, Salam – que é uma refugiada síria virtual – significa “paz” em árabe.

A história contada por Salam reflete a realidade de deslocamento forçado que afeta a vida de milhares de pessoas refugiadas, que precisaram abandonar seus países de origem devido a conflitos armados e perseguições, como no caso da Síria. Para dar veracidade à história de Salam, ao longo de dois meses o ACNUR colheu registros e depoimentos de refugiadas sírias, criando uma narrativa coletiva que foi validada em um grupo focal, com participação de cinco refugiadas.

Nascida no sul da Síria, em Daara, a personagem Salam é formada em letras e trabalhava em uma empresa privada como assistente de tradução. Com 32 anos, Salam se viu forçada a deixar seu país por causa da guerra e conseguiu chegar ao Brasil com seus últimos recursos, acompanhada por seu marido e três filhos. Ela dialoga com as pessoas sobre seu passado na Síria e presente no Brasil, revelando curiosidades que nunca esperava vivenciar, as dificuldades e as conquistas que, pouco a pouco, garantem seu futuro no país.

Mais de 12 milhões de pessoas foram forçadas a deixar suas casas na Síria por causa da guerra que já dura mais de sete anos. O Brasil acolhe cerca de 10 mil refugiados, sendo que 39% deles são sírios – que compõem o maior grupo entre as nacionalidades reconhecidas como refugiados no Brasil.

Para o representante do ACNUR no Brasil, José Egas, “a ‘bot’ do ACNUR no Facebook dará aos usuários desta rede social a oportunidade de se sensibilizar com a difícil jornada de Salam em busca de proteção, entendendo a causa do refúgio”.

“Sua história é um exemplo de resiliência e de superação dos desafios enfrentados por milhares de refugiadas durante o processo de integração em um novo país”, declarou. “O ACNUR trabalha para salvar vidas e garantir os direitos das pessoas refugiadas para que tenham a oportunidade de reconstruir suas vidas com dignidade, como a Salam exemplifica”, completou Egas.

“Queremos criar uma comunidade acolhedora e segura para as mais de 2,2 bilhões de pessoas de diferentes culturas e perspectivas que usam o Facebook no mundo. Parte deste trabalho inclui apoiar iniciativas de organizações como o ACNUR. Acreditamos que a história da Salam tem o poder de sensibilizar as pessoas e gerar empatia, e ficamos felizes em apoiar a iniciativa,” afirmou Eduardo Lopes, gerente de Políticas Públicas do Facebook no Brasil.

A programação e o desenvolvimento tecnológico do projeto foram realizados pela empresa Nama, startup líder em conversas automatizadas com Inteligência Artificial no Brasil. O avatar da personagem foi criado pela aluna de graduação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) Bárbara Daniel, por meio da Comissão de Cultura da Cátedra Sérgio Vieira de Mello do ACNUR.

Para conversar com a refugiada Salam basta acessar a página do projeto Me Chamo Paz (www.facebook.com/mechamopaz) e iniciar um bate papo pelo Messenger.


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