Com apoio da UNESCO, Prêmio para Mulheres na Ciência elege jovens cientistas de destaque

As sete laureadas receberão bolsa-auxílio no valor de 20 mil dólares. Este ano, o prêmio priorizou projetos que contribuem para a sustentabilidade econômica, ambiental e social.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a L’Oréal elegeram as jovens cientistas vencedoras do Programa de Bolsas do Prêmio Para Mulheres na Ciência deste ano. As sete laureadas receberão bolsa-auxílio no valor de 20 mil dólares, como forma de contribuir para a continuidade de seus projetos de pesquisa.  A cerimônia de entrega dos prêmios ocorreu no dia 26 de setembro, no Rio de Janeiro.

“Sabemos da importância da mulher para as Ciências e é com grande prazer que participamos desta iniciativa. Desde 2006, a L’Oréal Brasil já concedeu mais de 1 milhão de reais para 40 jovens cientistas no país. Este ano que o Brasil sediou a Rio+20, o prêmio priorizou projetos que contribuem para a sustentabilidade econômica, ambiental e social”, diz a presidente do L’Oréal Brasil, Didier Tisserand.

Para o Representante da UNESCO no Brasil, Lucien Muñoz, o programa de bolsas é uma contribuição excepcional “para incentivar e dar visibilidade a jovens cientistas que trabalham duro para registrar sua participação no rápido processo de avanço científico. Assim como a igualdade entre homens e mulheres é muito importante, o equilíbrio entre homens e mulheres cientistas hoje é essencial para o desenvolvimento científico”.

Jovens cientistas de todo o Brasil se inscreveram em quatro categorias: Ciências Físicas; Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde; Ciências Matemáticas e Ciências Químicas. As universidades federais Fluminense e de Pelotas tiveram destaque, com duas cientistas reconhecidas pelo prêmio.

Com 14 anos, o concurso já forma premiou 72 notáveis cientistas de 30 países diferentes. Além do reconhecimento às grandes cientistas mundiais, o programa, em seus desdobramentos nacional, regional e internacional, já incentivou mais de 1.000 jovens cientistas de 107 diferentes países a darem continuidade às suas carreiras e seus importantes projetos de pesquisa. Duas laureadas internacionais foram agraciadas, em 2009, com o Prêmio Nobel de Química e de Medicina.