Com apoio da UNESCO, governo federal relança plano de combate à violência contra jovens

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A Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) relançou no escritório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em Brasília (DF), o Plano Juventude Viva, cujo objetivo é reduzir a vulnerabilidade de jovens expostos à violência no Brasil. Também foi iniciada a atualização do Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e à Desigualdade Social (IVJ), indicador criado em 2014 que comprovou que jovens negros são as principais vítimas da violência.

Os jovens representam 26% da população brasileira, mas somam 58% das vítimas por arma de fogo no período de 1980 a 2014, segundo o Mapa da Violência. Os jovens negros representam a maior parte das vítimas.

Jovens negros são as principais vítimas e estão em situação de maior vulnerabilidade à violência no Brasil. Foto: EBC

Jovens negros são as principais vítimas e estão em situação de maior vulnerabilidade à violência no Brasil. Foto: EBC

A Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) relançou nesta sexta-feira (11) no escritório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em Brasília (DF), o Plano Juventude Viva, cujo objetivo é reduzir a vulnerabilidade de jovens expostos à violência no Brasil. Também foi lançada a atualização do Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e à Desigualdade Social (IVJ), um indicador criado em 2014 que comprovou que jovens negros são as principais vítimas da violência no país.

O relançamento das iniciativas ocorre às vésperas do Dia Internacional da Juventude, lembrado neste sábado (12). O IVJ foi desenvolvido por meio de metodologia criada pelo Fórum de Segurança Pública, com a cooperação da UNESCO no Brasil a pedido da SNJ, do governo federal. Em evento nesta sexta-feira em Brasília, também ocorreu a posse do Comitê Gestor do Juventude Viva (CGJUV), composto por membros do governo e da sociedade civil.

Tanto o indicador quanto o Plano Juventude Viva contam com a cooperação técnica do escritório da UNESCO no Brasil. O plano visa a reduzir a vulnerabilidade de jovens expostos a situações de violência por meio da criação de oportunidades de inclusão social e desconstrução da cultura de violência. Suas ações têm foco prioritário na juventude negra e são voltadas a jovens de 15 a 29 anos, em situação de vulnerabilidade social ou de exposição a situações de violência, residentes nos municípios com maior ocorrência de homicídios nessa faixa etária. O plano será implementado pela União em cooperação com os estados e municípios e o Distrito Federal.

Já o IVJ – Violência e Desigualdade Racial 2017 está previsto para ser divulgado ainda neste ano e tem por objetivo oferecer dados para nortear a formulação e a implementação de políticas públicas que levem em consideração a incorporação de estratégias de prevenção e enfrentamento das altas taxas de violência contra jovens. Os jovens representam 26% da população, mas somam 58% das vítimas por arma de fogo no período de 1980 a 2014, segundo o Mapa da Violência.

A Organização das Nações Unidas (ONU), por intermédio do Grupo Assessor Interagencial sobre Juventude do Sistema ONU no Brasil, atuará como membro observador permanente do Comitê Gestor Federal Juventude Viva. A coordenação do CGJUV será realizada conjuntamente pela Secretaria de Governo da Presidência da República, por intermédio da SNJ, e pelo Ministério dos Direitos Humanos, por meio da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR).

Clique aqui para acessar a edição de 2014 do Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e à Desigualdade Racial.


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