Com apoio da ONU, venezuelana recebe informações sobre cuidados de pré-natal

Proveniente da cidade venezuelana de Tigre, Yianela Brizuela, de 18 anos, cruzou a fronteira com o Brasil quando estava em seu terceiro mês de gravidez e levava seu filho de 3 anos no colo. Sua principal motivação era ter melhores condições de vida.

Atualmente no oitavo mês de gestação, ela lembra ter tido contato com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) por meio de uma sessão informativa em Roraima sobre saúde sexual e reprodutiva. Na ocasião, estavam sendo discutidos cuidados de pré-natal.

“Não me esqueço desse dia, porque aprendemos muitas coisas novas. Uma mãe pode acreditar que, por já ter tido um filho, sabe tudo, mas me dei conta de que havia muitas coisas a aprender em relação à gravidez”, explica. Leia o relato completo.

A venezuelana Yianela e seu filho estão abrigados em Roraima. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

A venezuelana Yianela e seu filho estão abrigados em Roraima. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Proveniente da cidade venezuelana de Tigre, Yianela Brizuela, de 18 anos, cruzou a fronteira com o Brasil quando estava em seu terceiro mês de gravidez e levava seu filho de 3 anos no colo. Sua principal motivação era ter melhores condições de vida.

Atualmente no oitavo mês de gestação, ela lembra ter tido contato com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) por meio de uma sessão informativa em Roraima sobre saúde sexual e reprodutiva. Na ocasião, estavam sendo discutidos cuidados de pré-natal.

“Não me esqueço desse dia, porque aprendemos muitas coisas novas. Uma mãe pode acreditar que, por já ter tido um filho, sabe tudo, mas me dei conta de que havia muitas coisas a aprender em relação à gravidez”, explica.

Na ocasião, com o apoio do UNFPA, Yianela e outras mulheres presentes foram referenciadas para a rede pública de saúde local para dar início ao pré-natal em Boa Vista (RR), onde ela e sua família permanecem.

O UNFPA trabalha para dar apoio e suporte a mulheres grávidas que chegam ao Brasil com diferentes necessidades, garantindo seu acesso a serviços de saúde e atenção pré-natal em Roraima. Fornece também orientações relacionadas à saúde sexual e reprodutiva e à prevenção da violência baseada em gênero.

“As pessoas não imaginam como é importante para nós ter um apoio como este na situação em que estamos”, comenta Yianela que, com seu companheiro, aguarda a chegada de Sofía.

A família da venezuelana está abrigada na ocupação Kaubanoko, em Boa Vista, que recebe pessoas indígenas e não indígenas refugiadas e migrantes.

UNFPA realiza sessão com jovens sobre saúde sexual e reprodutiva

O UNFPA realizou no início de setembro (4), em parceria com a organização Médicos Sem Fronteiras, um encontro com adolescentes e jovens venezuelanos da ocupação Criança Feliz, em Boa Vista (RR).

A atividade fez parte da uma ampla ação de saúde que teve a participação da Secretaria Municipal de Saúde e do Exército Brasileiro, e o apoio dos coordenadores da ocupação. Como parte da iniciativa, foram feitos testes rápidos de HIV, hepatites, sífilis e malária, e foram aplicados testes rápidos de gravidez.

O UNFPA e os promotores de saúde da Médicos Sem Fronteiras se uniram para criar um espaço de debate sobre saúde sexual, incluindo discussões sobre puberdade, infecções sexualmente transmissíveis e gravidez não intencional. A ação foi uma resposta às demandas das pessoas que vivem na ocupação.

Foram duas horas de conversas e debates sobre assuntos de saúde sexual e reprodutiva. “Esses são temas que vemos na escola, mas nem todos recebem essa informação. Acho importante que possamos falar sobre isso, porque geralmente os nossos pais não falam muito e, na nossa idade, a gente começa a olhar coisas novas”, diz D.F, de 14 anos.

“Temos muitos jovens aqui, por isso, é muito importante que eles possam receber informações, para criar consciência desde agora sobre o cuidado que devem ter, por exemplo, com as infecções sexualmente transmissíveis e a gravidez, quando as jovens ainda não estão preparadas”, afirma Marcelis Perez, uma das coordenadoras da ocupação.

O UNFPA, assim como outras agências do Sistema ONU no Brasil, tem apoiado ações para alcançar a população em situação de maior vulnerabilidade social em Roraima, em um contexto de fluxo de pessoas refugiadas e migrantes.

Jovens participam de sessão informativa realizada por UNFPA e parceiros em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Jovens participam de sessão informativa realizada por UNFPA e parceiros em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo