Com apoio da ONU, membros de terras indígenas debatem inclusão e conservação de áreas no Nordeste

Durante o encontro, participantes ressaltaram a necessidade de sistematizar as informações em forma de publicação e a importância do diagnóstico realizado sobre recuperação ambiental e nascentes nas terras indígenas.

Objetivo principal do projeto GATI é fortalecer as práticas indígenas de manejo, uso sustentável e conservação dos recursos naturais e a inclusão social dos povos indígenas. Foto: Funai/Mário Vilela

Objetivo principal do projeto GATI é fortalecer as práticas indígenas de manejo, uso sustentável e conservação dos recursos naturais e a inclusão social dos povos indígenas. Foto: Funai/Mário Vilela

O Projeto Gestão Ambiental e Territorial Indígena (GATI) promoveu, entre os dias 26 e 29 de maio, uma reunião em Recife para trocar experiências entre os povos de diversas Terras Indígenas no Nordeste e avaliar as principais ações da iniciativa nessas regiões.

O objetivo principal do projeto é fortalecer as práticas indígenas de manejo, uso sustentável e conservação dos recursos naturais e a inclusão social dos povos indígenas, consolidando a contribuição das Terras Indígenas como áreas essenciais para conservação da diversidade biológica e cultural nos biomas florestais brasileiros.

Os participantes discutiram a proposta de sistematizar as informações referentes a cada área de referência do projeto em forma de publicações. Além disso, destacaram o diagnóstico realizado sobre a recuperação ambiental de rios e nascentes realizado nas Terras Indígenas como algo muito importante ao trazer a discussão sobre o meio ambiente para dentro das comunidades.

“Mesmo que o projeto termine, esse tipo de ação vai continuar a ser trabalhada no curto, médio e longo prazo, junto com outros parceiros”, afirmou o servidor da Funai-CTL Pau Brasil e membro do Território Indígenas Caramuru-Paraguassu na Bahia, Wilson Souza.

O evento foi uma realização do Projeto GATI, Fundação Nacional do Índio (Funai), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF). Contou ainda com apoio da Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme).