Com apoio da ONU, investimentos produtivos no Piauí beneficiarão quase 1 mil famílias

O governo do Piauí, em parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), lançou na semana passada projetos de investimentos produtivos (PIPs) de 8,2 milhões de reais que beneficiarão 986 famílias de 15 territórios do estado.

Os projetos têm como objetivo estimular a produção e geração de emprego e renda nas atividades econômicas de apicultura, ovinocaprinocultura, avicultura, mandiocultura, fruticultura, quintais produtivos e artesanato.

Aroeiras do Itaim, Piauí. Foto: dgarkauskas/Flickr/CC

Aroeiras do Itaim, Piauí. Foto: dgarkauskas/Flickr/CC

O governo do estado do Piauí, em parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), lançou na semana passada projetos de investimentos produtivos (PIPs) de 8,2 milhões de reais que beneficiarão 986 famílias de 15 territórios da Chapada do Itaim e do Vale do Guaribas.

Os projetos têm como objetivo estimular a produção e geração de emprego e renda nas atividades econômicas de apicultura, ovinocaprinocultura, avicultura, mandiocultura, fruticultura, quintais produtivos e artesanato.

Os municípios contemplados terão ações implementadas pelo governo do estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural, e do Programa Viva o Semiárido, do FIDA.

O evento de lançamento da iniciativa reuniu cerca de 100 pessoas, entre representantes de associações comunitárias e técnicos governamentais.

O encontro tratou de aspectos de implementação dos planos de investimentos produtivos, convivência com o semiárido, gestão associativa, uso de bens coletivos e sobre a importância do regulamento para a gestão do projeto.

Francisco Rodrigues, presidente da Associação das Comunidades Quilombolas e integrante da associação de apicultores de Barro Vermelho, em Paulistana, destacou o trabalho desenvolvido na produção de mel.

“Já em 2019 colhemos mais de 15 toneladas de mel e vamos colher de novo estes dias, nossa comercialização vai direto para a Casa Apis e é exportada para Europa e Alemanha. Este convênio vai nos ajudar a melhorar ainda mais esta e outras produções da nossa comunidade”, disse o apicultor.

A tesoureira da Associação de Barro Vermelho, Josefa Amélia da Silva, afirmou que aprendeu muito com a capacitação realizada pelo projeto com os produtores rurais, e que vai levar tal conhecimento à comunidade.

“Além do mel, criamos cabras, ovelhas e bovino, vamos continuar o que já começamos. Aprendi bastante e vou levar vários projetos. Tenho fé que vamos colocar tudo em prática e ajudar nossas famílias quilombolas”, destacou.

O evento teve discussões em grupo e esclarecimentos de dúvidas sobre temas como prestação de contas e gestão financeira. Houve ainda a assinatura de convênios de colaboração e capacitação dos PIPs, que serão implementados com a participação das lideranças regionais.

Maria Casé, coordenadora do Movimento de Pequenos Agricultores, avaliou que esta é uma estratégia importante, por ampliar a participação de associações, agricultores, agricultoras e juventude rural.

“A criação deste movimento organiza, desenvolve e ajuda as entidades a aprimorar instrumentos, sejam pedagógicos, legais ou de coletividade. Tudo isso é importante para o desenvolvimento do nosso estado”, declarou.

O diretor da Diretoria de Inclusão Produtiva (DIP) da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Piauí, Francisco das Chagas Ribeiro, disse que a primeira etapa do projeto será finalizada em julho de 2020.

“Com esta rodada, completamos 206 projetos, beneficiando aproximadamente 9 mil famílias. Vamos aplicar aproximadamente 42 milhões de reais para dar continuidade ao trabalho desenvolvido na educação contextualizada em 120 escolas de 89 municípios, em cinco territórios na área de atuação do Viva o Semiárido”, declarou.

Segundo a última avaliação do DIP, a ovinocaprinocultura foi a cadeia produtiva mais apoiada pelo Projeto Viva o Semiárido, com mais de 50% das ações desenvolvidas com cabras e ovelhas ou associadas com criação de galinhas, fruticultura ou apicultura.