Com apoio da ONU, Haiti faz transição da manutenção da paz para o desenvolvimento

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As Nações Unidas já começaram a se preparar para uma presença pós-conflito no Haiti, disse o chefe de operações de paz da ONU ao Conselho de Segurança. Jean-Pierre Lacroix destacou que há muitas razões para estar “otimista” de que o progresso do país rumo à estabilidade é irreversível.

Jean-Pierre Lacroix, subsecretário-geral da ONU para as Operações de Manutenção da Paz, em reunião do Conselho de Segurança sobre a situação no Haiti. Foto: ONU/Loey Felipe

Jean-Pierre Lacroix, subsecretário-geral da ONU para as Operações de Manutenção da Paz, em reunião do Conselho de Segurança sobre a situação no Haiti. Foto: ONU/Loey Felipe

As Nações Unidas já começaram a se preparar para uma presença pós-conflito no Haiti, disse uma importante autoridade da ONU no início de abril (3), destacando que há muitas razões para estar “otimista” de que o progresso do país rumo à estabilidade é irreversível.

“Embora a obtenção de resultados deva continuar sendo nossa prioridade comum, já começamos a nos preparar para uma transição para uma presença que não seja de manutenção da paz, com base nas lições aprendidas no Haiti e em outros contextos”, afirmou o subsecretário-geral da ONU para Operações de Manutenção da Paz, Jean-Pierre Lacroix, disse ao Conselho de Segurança.

Ele afirmou que, nos próximos meses, seu escritório fornecerá avaliações de progresso para permitir que o órgão de 15 membros tome decisões bem informadas para a diminuição e eventual retirada da Missão da ONU de Apoio à Justiça no Haiti, conhecida pela sigla MINUJUSTH.

Estabelecida em outubro de 2017, a MINUJUSTH substituiu a Missão de Estabilização da ONU, MINUSTAH, que operou na pequena nação insular por 13 anos, sob liderança militar do Brasil.

Muito menor do que sua antecessora, que tinha mais de 4 mil militares e policiais – a maioria brasileiros –, a MINUJUSTH ajuda o Haiti a desenvolver a polícia nacional, fortalecer as instituições do Estado de Direito e promover e proteger os direitos humanos.

Embora o Conselho de Segurança deva renovar o MINUJUSTH, cujo mandato inicial expira em 15 de abril de 2018, Lacroix disse que a ONU está determinada a garantir que seja a última operação de manutenção da paz implantada no Haiti.

No mês passado, a ONU divulgou uma avaliação estratégica da MINUJUSTH, incluindo 11 pontos de referência de uma transição suave para uma presença que não envolva a manutenção da paz, no último trimestre de 2019.

“O Haiti percorreu um longo caminho para alcançar a relativa estabilidade política e de segurança que está desfrutando agora, mas persistentes incertezas econômicas, que podem resultar em exclusão social, particularmente de jovens e pessoas mais vulneráveis, podem minar esse progresso”, disse Lacroix.


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