Com apoio da ONU e da Noruega, Haiti abre escritório de gênero no interior do país

Vítimas podem prestar queixas e recebem acompanhamento médico e jurídico adequados. Academia de Polícia expande o preparo de agentes no combate à violência contra a mulher em diferentes regiões.

Foto: MINUSTAH/Patrick Mackintosh

O Haiti está reforçando o combate à violência de gênero, expandindo ações pelo interior do país. Jacmel, na região Sudeste, tem agora um escritório de gênero no quartel-general da polícia e, no fim de janeiro, mais 25 policiais concluíram o treinamento específico, elevando para 125 o número de agentes preparados para combater a violência contra mulheres e meninas na região.

Nesse escritório, as vítimas podem prestar queixas e recebem acompanhamento médico e jurídico adequados.

As medidas foram possíveis com o financiamento de 19 mil dólares da Noruega, que também construiu a unidade de gênero, e apoio da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH). A próxima região a ser beneficiada será Artibonite, com treinamentos oferecidos na cidade de Saint Marc. O processo será levado a todos os departamentos (estados) do país.

Entre março e maio, o alto escalão da Polícia Nacional do Haiti também será treinado pela Polícia das Nações Unidas (UNPOL) para lidar com as questões de gênero.

Segundo a UNPOL, até bem pouco tempo, o medo impedia as mulheres de denunciar abusos e, por vezes, as que procuravam apoio não recebiam ajuda porque muitos policiais não consideravam o estupro um crime.