Com apoio do PNUD, Conferência de Defesa Civil discute em Brasília melhorias na política nacional

“Pela primeira vez as Nações Unidas estão cooperando com o Brasil nos temas de defesa civil, proteção e redução de riscos”, afirmou o coordenador do Sistema ONU no Brasil, Jorge Chediek, no evento.

Foto: Jônatas B. Theodoro/Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná. (Creative Commons)

Foto: Jônatas B. Theodoro/Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná. (Creative Commons)

Entre os dias 4 e 7 de novembro acontece em Brasília a Conferência Nacional de Proteção e Defesa Civil com o objetivo de definir os novos princípios e diretrizes da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil. Para isso, serão utilizadas as cerca  de 1.500 propostas enviadas pelos municípios e estados brasileiros, obtidas, durante um ano, em etapas estaduais, municipais e também pela Internet.

O Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) colaborou diretamente com as 25 etapas estaduais, as 460 etapas municipais/intermunicipais, as 18 conferências livres e a etapa virtual da Conferência. Cerca de 30 mil pessoas de mais de 2 mil municípios e 25 estados brasileiros participaram deste processo. A sistematização das 1.491 propostas para a  etapa nacional também foi realizada pelo PNUD.

“Pela primeira vez as Nações Unidas estão cooperando com o Brasil nos temas de defesa civil, proteção e redução de riscos. Isso é resultado do aumento das situações socionaturais do país e de todo o mundo”, explicou o representante residente do PNUD e coordenador do Sistema ONU no Brasil, Jorge Chediek, na ocasião.

“A resiliência é o mérito central do desenvolvimento. As principais perdas no processo de melhoria da condição de vida das populações são geralmente resultado de desastres, que são impedimentos e também são elementos que reduzem o patamar da qualidade de vida da população”, complementou Chediek sobre a importância de um sistema eficiente de proteção e defesa civil.

“Esperamos que os quatro dias de debate resultem na escolha das melhores propostas para implementação da política nacional de proteção e defesa civil, aquelas que efetivamente irão atender às necessidades das comunidades atingidas pelos desastres e aprimorar a resposta e a recuperação dessas áreas em nosso país”, afirmou o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Adriano Pereira, na abertura do evento.